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Aumenta para 30 número de mortos

O número de mortos no último ataque na província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), atribuído aos rebeldes islamitas ugandeses das Forças Democráticas Aliadas (ADF), subiu para 30, após a descoberta de mais 16 corpos.

06/09/2021  Última atualização 22H13
© Fotografia por: DR
O ataque insurgente teve lugar na zona de Tshani Tshani e Mapasana, na noite de sábado e, segundo activistas da sociedade civil, inicialmente foram confirmadas 14 pessoas mortas, mas os residentes da área recuperaram mais tarde 16 corpos.

"Encontrámos mais 16 corpos de vítimas na área florestal perto dos campos. Foram os residentes de Tshani Tshani e Mapasana que conseguiram escapar das mãos dos atacantes que se propuseram a procurar os desaparecidos. Eles estavam convencidos de que havia outras vítimas", disse Jean Bosco Lalo, coordenador de grupos da so-ciedade civil em Ituri, à agência Efe, via telefone.
Segundo o activista, as ADF utilizaram o típico "modus operandi", recorrendo principalmente a armas brancas para matar as vítimas.

"Há marcas de machete nos corpos das vítimas. Outros foram mortos a tiro", disse Jean Bosco Lalo.
O ataque ocorreu depois de pelo menos quatro civis terem sido mortos e  60 pessoas mantidas reféns terem sido libertadas depois de emboscado um comboio de comerciantes em Ituri em 1 de Janeiro, escoltado pelo exército e pelas forças de manutenção da paz da ONU (Monusco).

As ADF iniciaram a violenta campanha em 1996 no oeste do Uganda em resposta ao regime do Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, a quem acusaram de ser anti-muçulmano, até o exército forçar a retirada para a fronteira com a RDC.

Desde então fizeram incursões em território congolês, que se tornaram mais frequentes e virulentas no último ano, aproveitando uma geografia montanhosa que lhes permite esconder-se das operações militares da Monusco, que enviou mais de 14.000 soldados.

A sua agenda não é clara, além de uma possível ligação com a organização jihadista Estado Islâmico (IS), algumas vezes responsável por alguns dos seus ataques.
A 15 de Agosto, o Presidente da RDC, Felix Tshisekedi, autorizou as forças especiais dos EUA a ajudar o exército congolês a combater as ADF, um grupo considerado "terrorista" por Washington.
Em resposta à violência, o Kivu do Norte e Ituri estão sitiados e sob administração militar desde 6 de Maio.

De acordo com os últimos dados publicados pela ferramenta de localização de segurança Kivu Security Tracker, as ADF já mataram mais de 980 pessoas em mais de 170 ataques desde 2017, embora outras organizações atribuam milhares de mortes ao grupo.
O nordeste da RDC tem estado mergulhado num conflito alimentado por milícias rebeldes e ataques de soldados do exército durante anos, apesar da presença de Monusco.

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