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Aumenta número de óbitos por HIV na Huíla

O HIV-Sida causou em 2018, na província da Huíla, 376 mortes, segundo um relatório do programa de combate a doença, que dá conta que no ano anterior houve 334 óbitos.

13/05/2019  Última atualização 15H35
Nicolau Vasco © Fotografia por: Inquérito de indicadores múltiplos e da Saúde revela aumento de casos de HIV

O HIV-Sida causou em 2018, na província da Huíla, 376 mortes, segundo um relatório do programa de combate a doença, que dá conta que no ano anterior houve 334 óbitos. A responsável do Programa de Combate HIV/ Sida na província, Levi Gomes, que apresentou o relatório, no acto de lançamento da campanha “Nascer para brilhar” na Huíla, disse que entre as vítimas mortais 227 eram mulheres.
Levi Gomes fez saber que as faixas etárias dos 15 aos 49 anos foram as mais afectadas no ano passado, com 261 óbitos. “A taxa de prevalência da província da Huíla é de 1,2 desde de 2016, segundo o inquérito de indicadores múltiplos e da Saúde”, disse.
A província, segundo a responsável, registou a variação da taxa de prevalência em mulheres grávidas, nas maternidades e centros de saúde da Matala. A taxa de positividade é mais elevada nos municípios da Matala, com 4,8, seguindo da Chibia 4,6, Lubango 4,5, Caluquembe 3 e Kuvango com 2,5 por cento.
Os municípios do Lubango, Matala e Caluquembe são as regiões que registaram maior número de mortes e constituem as princípais áreas de intervenção das acções do Programa de Luta Contra a Sida na província.
Levi Gomes referiu que durante o período de 2018 foram testadas um total de 75 mil e 419 pessoas e diagnosticados 2.494 casos positivos, cujo grupo mais afectado foi das mulheres, com 1. 231 casos.
À luz do Programa de Corte de Transmissão Vertical do HIV/Sida foram consultadas 125 mil e 29 gestantes. Deste número houve 355 casos positivos com incidência nos municípios do Lubango, da Matala e da Cacula. “Apenas 236 crianças foram submetidas a testes em 2018, das 537 nascidas em 2016.
Deste controlo, resultou 11 casos positivos, representando uma taxa de transmissão de mãe a para filho de cinco por cento. A mulher do governador da Huíla, Maria Nunes, que coordena a campanha “Nascer para Brilhar” a nível da província, pediu envolvimento de toda a sociedade huilana, sobretudo dasmulheres dos administradores municipais, no combate à doença, particularmente no apoio ao Programa de Corte de Transmissão Vertical nas maternidades, para prevenir o contágio de mãe para filho.
“A luta que todos assumimos, no sentido de minimizar os efeitos da Sida a nível do país, não é uma tarefa fácil, pelo que devemos estar todos unidos por esta causa”, disse.
Os serviços do Programa de Luta Contra o HIV-Sida na província funcionam com postos de aconselhamento e testagem, sendo 41 salas de acompanhamento de mães seropositivas, 20 centros de tratamento anti-retrovirais infantis, 44 postos de tratamento para adultos e 17 repartições de tratamento das infecções por HIV-Sida e Tuberculose.

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