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Ataques de grupos armados

Homens armados mataram três pessoas e queimaram 100 casas numa aldeia da província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, denunciaram ontem observadores no local.

07/05/2019  Última atualização 17H14
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O ataque aconteceu na aldeia de Minhanha, distrito de Meluco, segundo o que foi divulgado à Lusa pela rede de observadores eleitorais do Centro de Integridade Pública (CIP), organização não-governamental (ONG) moçambicana.
A rede está a fazer a observação do processo de recenseamento eleitoral que decorre desde Abril e até 30 de Maio, com vista às eleições gerais (presidenciais, legislativas e provinciais) de 15 de Outubro. Além dos crimes cometidos e do rasto de destruição, cinco dos 38 postos de recenseamento do distrito de Meluco estão paralisados devido aos ataques.
De acordo com os mesmos observadores, este foi o quarto ataque registado nos últimos dias. O primeiro aconteceu em Nacate, distrito de Macomia, na sexta-feira, com material de registo de eleitores vandalizado, mas sem vítimas no posto de recenseamento, dado que “os brigadistas já haviam fugido depois de ouvir disparos”, descreveu o CIP nas redes sociais na Internet. No entanto, os observadores dão conta de seis homicídios na aldeia e várias casas queimadas.
Os observadores do CIP relatam ainda ter havido ataques às aldeias de Ntapuala e Banga Velha, com morte de quatro pessoas: um professor abatido enquanto conduzia uma mota e outras três queimadas dentro de casa. Fontes ligadas à assistência humanitária no distrito de Macomia tinham confirmado à Lusa, durante o fim-de-semana, as quatro mortes relatadas.
Desde Outubro de 2017, os ataques de grupos armados não identificados com origem em mesquitas já provocaram, pelo menos, 150 mortos em Cabo Delgado.

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