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Ataque terrorista à caravana militar mata onze soldados

Pelo menos 11 soldados morreram e 50 civis foram dados como desaparecidos depois de um ataque de terroristas a uma caravana no Norte do Burkina Faso, zona onde operam grupos armados de fundamentalistas islâmicos, anunciou, ontem, fonte do Governo, citado pela Lusa.

29/09/2022  Última atualização 06H15
Soldados burkinabes foram alvo de emboscada © Fotografia por: DR

A caravana de abastecimento, sob escolta militar, foi atacada, terça-feira, ao fim da tarde, por terroristas perto da cidade de Gaskindé, na província de Soum, na região de Sahel, de acordo com um comunicado do porta-voz do Governo Wendkouni Joël Lionel Bilgo.

Bilgo indicou que o ataque causou ainda 28 feridos, entre os quais 20 militares, um voluntário e sete civis. O ataque contra a caravana, com destino à cidade de Djibo, também "causou danos materiais significativos”, disse Bilgo. "O Governo reafirma o seu compromisso e o de todas as forças patrióticas na luta contra o terrorismo de defender e libertar o nosso povo das garras das forças obscurantistas que os querem escravizar através da violência cega e do terror”, acrescentou o porta-voz.

O Burkina Faso tem registado, desde Abril de 2015, ataques armados frequentes, realizados por grupos ligados tanto à rede terrorista al-Qaeda, quanto ao grupo extremista Estado Islâmico. A região do Burkina Faso mais afectada pela insegurança é o Sahel, a Norte, que faz fronteira com o Mali e o Níger, embora o fundamentalismo islâmico também tenha se espalhado para outras áreas vizinhas e, desde 2018, para o Leste do país.

Em Novembro de 2021, um ataque a um posto da Polícia causou 53 mortos, incluindo quatro civis. O atentado desencadeou fortes protestos a exigir a renúncia do Presidente Roch Marc Christian Kaboré. Alguns meses depois, a  24 de Janeiro, os militares, liderados pelo tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, tomaram o poder num golpe, o quarto na região da África Ocidental desde Agosto de 2020, e depuseram o Presidente. A insegurança fez com que o número de deslocados internos no Burkina Faso subisse para quase dois milhões de pessoas, de acordo com dados do Governo.

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