Sociedade

Associação de Transportes critica excessos da Polícia

Vladimir Prata | Moçâmedes

Jornalista

A Associação dos Condutores e Auxiliares dos Transportes Públicos da Região Sul (ACATPRS) tem estado a se queixar dos excessos na actuação de agentes reguladores do Trânsito nas rotas inter-provinciais e municipais.

23/01/2022  Última atualização 09H47
© Fotografia por: DR
A preocupação foi apresentada por Pompeu Katombela, o responsável da referida associação, constituída há cerca de quatro anos e que, actualmente, controla perto de 220 filiados nas províncias de Benguela, Huíla, Namibe e Cunene.

"Os nossos agentes têm tido uma actuação que deixam muito a desejar, principalmente em certos postos policiais onde encontramos àqueles que não entendem muito bem o serviço que exercem, pois, em vez de regularem o trânsito, complicam ainda mais”, desabafou.

Pompeu Katombela apontou, também, como uma das maiores preocupações aquilo que considera de débil fiscalização, por parte dos órgãos competentes, do Decreto Presidencial 355/19, de 09 de Dezembro – Regulamento de Transportes Rodoviários Regulares de Passageiros.

Este decreto, explicou, estabelece as regras para o exercício desta actividade e determina que o licenciamento das empresas públicas e privadas do sector pelo Ministério dos Transportes, Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários e governos provinciais.

"Por falta de condições e organização no sector, pessoas há que vêem uma oportunidade de fazer dinheiro nessa actividade sem cumprir com o estipulado na lei, causando muitos problemas como carregamento de passageiros em locais sem as mínimas condições, e as autoridades ficam no muro como meros expectadores, quando deviam fazer mais serviço de campo”, disse.

O responsável da associação realçou que as medidas para combater a pandemia, sobretudo a redução na lotação dos transportes públicos, teve um impacto bastante negativo sobre a actividade, o que obrigou a suspender os trabalhos em algumas vias da região Sul.

Refere que a sua associação não se revê na greve, recentemente, anunciada pela ANATA (Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola), mas considera que alguns pontos apresentados no caderno reivindicativo, também, preocupam a ACATPRS, como é o caso da segurança social dos taxistas.

Já o presidente da Associação dos Taxistas do Namibe (ATAXINA), Cipriano Mateus, manifestou solidariedade à ANATA, pela greve, mas reprovou os actos de vandalização de bens públicos.

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