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Assassino de Chris Hani permanece na cadeia

O prazo para o ministro da Justiça, Ronald Lamola, libertar Janusz Walus em liberdade condicional acabou e ainda não há nenhuma palavra das autoridades sobre quando o assassino de Chris Hani será realmente libertado, relata o Eye Witness News.

06/12/2022  Última atualização 06H55
Assassino de Chris Hani permanece na cadeia © Fotografia por: DR

No dia 21 de Novembro de 2022, o Tribunal Constitucional sul-africano, proferiu uma decisão polémica que levou o Partido Nacional Africano (ANC) a ameaçar desencadear protestos por todo o país, caso o assassínio de Chris Hani fosse mandado em liberdade condicional

O assassínio de Hani, de origem polaca, Janusz Walus, foi esfaqueado por um preso dois dias antes de sua soltura que estava marcado para o dia 1º de Dezembro de 2022.

A morte a tiro de Chris Hani, que aconteceu no início dos ano 90, levou o país à beira de uma guerra racial enquanto as negociações para acabar com o apartheid entravam na sua fase final.

O ANC e o Partido Comunista Sul-Africano (SACP), ambos com ligações a Hani – uniram à porta do tribunal para protestar contra a decisão da soltura de Walus.

Na altura, alguns manifestantes exibiam t-shirts com o rosto de Hani, cantando canções de protesto anti-apartheid.

Na ocasião, Panyaza Lesufi, membro sénior do ANC, disse que várias manifestações estavam programadas para aquela semana, contra a libertação de Walus.

"Mesmo quando sair daquela prisão... ele deve saber que os sul-africanos não estão contentes”, disse ele aos meios de comunicação locais fora do tribunal.

"Temos o direito de lhe enviar a mensagem de que assassinou o nosso herói”. Ele é um assassino, e deve saber disso".

O presidente do Supremo Tribunal da África do Sul, Raymond Zondo, ordenou que o ministro dos serviços correccionais do país colocasse Walus "em liberdade condicional nos termos e condições que ele considere apropriados”.

O atirador de direita matou Hani, um líder extremamente popular do SACP e feroz opositor do regime do apartheid, um ano antes das primeiras eleições multirraciais na África do Sul.

Hani era também o chefe de gabinete de Umkhonto we Sizwe, a ala armada do ANC.

Foi morto a tiro na entrada da sua casa, a 10 de Abril de 1993, em Boksburg, um subúrbio a Leste de Joanesburgo. O incidente provocou protestos e tumultos em cidades negras.

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