Opinião

As vias rodoviárias, a fiscalização e os servidores públicos

Angola teve no passado programas que priorizavam as infra-estruturas rodoviárias, para estas serem geradoras de crescimento económico e desenvolvimento.

25/08/2020  Última atualização 00:00

Com o término da guerra em 2002, partiu-se para a execução de infra-estruturas rodoviárias, para permitir a circulação de pessoas e bens, na perspectiva de a economia aquecer em todo o território nacional, por via da viabilização de negócios privados de diversa natureza, de angolanos e estrangeiros.
Pretendia-se então que as estradas se constituíssem em factores de potenciação da actividade produtiva em diferentes áreas do país, tendo em conta que a extensão do país justificava avultados investimentos na construção de vias rodoviárias, uma base infra-estrutural indispensável para o relançamento da economia, que tornasse, por exemplo, o país auto-suficiente em termos de produção de variados produtos, que podiam e podem ser produzidos internamente.
Sabe-se hoje as razões por que as estradas que custaram muito dinheiro, no quadro de investimentos públicos, se encontram degradadas, causando dificuldades enormes à circulação de pessoas e bens, estando o país novamente obrigado a gastar outros tantos milhões de dólares para reabilitar vias que ficaram inoperantes em muito pouco tempo, por irregularidades na construção das obras.
Foram muitos os erros cometidos no passado, ao nível da construção de obras mandadas executar por organismos estatais, com servidores públicos a tirarem proveito de situações ilegais, com graves prejuízos para o Estado e para as populações.
A esperança agora é que as novas obras que se estão a edificar, com dinheiro público, em particular as estradas, sejam executadas observando-se os procedimentos que impeçam a construção de empreendimentos descartáveis.
Que a fiscalização das obras seja eficiente e que sejam colocados a fiscalizar os nossos melhores quadros, não só ao nível da sua competência técnica, mas também da sua idoneidade. Há quadros angolanos honestos que amam a Pátria e querem que o nosso país seja um lugar bom para se viver. Que não se volte a apostar em pessoas que no passado deram provas de que só se interessam pelos seus negócios particulares, desprezando a defesa do interesse público. Temos de ter servidores públicos com vocação para servir o próximo e promover o bem comum. O país já gastou demasiado dinheiro em obras mal feitas. Conhecemos bem os males do passado. Estamos hoje em condições de não repetirmos os erros do passado.

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