Opinião

As políticas públicas, o desemprego e os bancos

O desemprego no país é um dos nossos principais problemas. Muitos milhares de jovens estão desempregados, entre os quais figuram muitos quadros médios e superiores. A crise económica e financeira que afecta o nosso país levou várias pequenas e médias empresas à falência, o que faz  com que muitas famílias estejam a viver em situações muito difíceis.

04/01/2019  Última atualização 07H01

O Estado não pode absorver todos os desempregados que temos no país, pelo que importa que haja políticas públicas de incentivo à criação de pequenas e médias empresas nas cidades e nas zonas rurais. O Estado deve reduzir a sua intervenção na economia, dando espaço ao sector empresarial privado, a fim deste realizar actividades que possam relançar a produção, com vista a gerar empregos e riqueza. Há o entendimento de que devemos ter um Estado mínimo, no sentido deste não ter uma excessiva intervenção na actividade económica, sem entretanto se demitir da função de criação de condições que possam fazer com que pequenas e médias empresas existam em grande número no nosso país.
Habituámo-nos a projectos megalómanos, que, em muitos casos, não produziram os resultados desejados, pelo que é urgente repensar o envolvimento do Estado em actividades económicas em que revelou não ter eficiência.
É sempre bom aprender com os erros. Não se deve insistir nos mesmos erros. Temos de começar a valorizar o sector privado e acreditar que temos empresários capazes de, com a sua actividade produtiva, aquecer a nossa economia.
O crescimento económico depende em grande medida das empresas, devendo o sector empresarial desempenhar um papel importante. Há coisas que os privados sabem fazer melhor do que o Estado. O Estado deve concentrar-se essencialmente na sua função de regulador e fiscalizador.
Que se pensem em novos modelos, com a preocupação de proteger os mais carenciados.  Há muita pobreza  no país e a existência de muitas empresas em todo o território nacional é uma das vias para combatê-la. Tem de haver vontade real de se criar um ambiente capaz de permitir que o empresariado privado se desenvolva.
Andou-se a dar dinheiro a empresários que, ao invés de gerarem riqueza, andaram a gastar dinheiro, que tomavam de empréstimo de bancos comerciais públicos, com actividades que não tinham nada a ver com a produção de bens e serviços. É hora de se corrigir esta situação.
Que os bancos comerciais públicos que decidam dar crédito ao empresariado privado nacional, o façam na perspectiva de o dinheiro chegar às mãos de quem realmente  quer trabalhar em prol do desenvolvimento do nosso país.


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