Opinião

As livrarias

Gostaria que houvessem empresários a preocupar-se também em criar negócios ao nível das livrarias, para que os angolanos pudessem ter acesso a obras de diferente natureza.

05/08/2019  Última atualização 09H32

Há no país muita gente que gosta de ler e de aumentar os seus conhecimentos, mas as poucas livrarias que existem praticam preços elevados, inibindo uma franja considerável da população de adquirir livros. Hoje temos no país mais de vinte instituições de ensino superior e era bom que os estudantes tivessem a possibilidade de comprar livros a baixos preços. Não tenho conhecimento de que a importação de livros goze de isenções fiscais, mas, a não haver isenções era bom que se considerasse a possibilidade de os importadores de livros serem desonerados de elevadas taxas de impostos. Conheço estudantes universitários que estão no segundo ano ou mesmo no terceiro e ainda não leram um livro com mais de quinhentas páginas. Limitam-se a ler fascículos resumidos, que os professores vão fazendo ao longo do ano lectivo, ou fazem pesquisas na Internet.
Margarida Afonso | Maianga


Empresas e desempregados
Li notícias sobre a recente reunião entre empresários e o Presidente da República. O que me chamou a atenção foi o facto de os empresários nacionais terem abordado a questão do crédito à produção. Fiquei com a impressão de que os empresários nacionais precisam de financiamento para alavancar os seus projectos produtivos. Oxalá que dentro em breve os bancos comerciais estejam disponíveis para conceder crédito a empresários nacionais, para que haja muitas empresas a funcionar no país. Com muitas empresas a funcionar, os jovens desempregados, que não são poucos, poderão ter a possibilidade de conseguir emprego. Têm de ser sobretudo as empresas a absorver a mão de obra angolana desocupada, por razões que todos nós conhecemos. É preciso confiar na capacidade dos empresários angolanos.
É certo que no passado houve empresários desonestos que nada fizeram em prol do crescimento económico do país. Mas estes são uma minoria. Há muitos angolanos em todo o país com vontade para ajudar a economia angolana a crescer. Acredito que se houver financiamento da actividade empresarial, vão ganhar todos os angolanos.
Júlio António | Cassenda


Desistências no Girabola
Soube que uma equipa que ascendeu à primeira divisão do nosso futebol desistiu de participar nele, por falta de dinheiro. É uma pena que uma equipa que tenha feito muito esforço para subir de divisão seja obrigada a desistir, para a tristeza dos seus adeptos. Penso que é necessário repensar os modelos de financiamento de equipas da primeira divisão por parte do Estado. Se o Estado não está em condições de financiar todas as equipas do Girabola, era se calhar melhor que se pensasse num outro modelo de organização do Girabola, que fosse menos oneroso para os clubes. Temos um vasto território, e os bilhetes de passagem de avião não são baratos, para só me referir às despesas com viagens. O futebol é também o desporto-rei no nosso país, e faz sentido que se tomem medidas para que tenhamos um campeonato sem perturbações. Penso que devemos agir em função da nossa realidade, no interesse do nosso futebol.
Sebastião Santos  | Marçal

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