Opinião

As inscrições na Educação

Foram abertas, há dias, as inscrições para o concurso público no sector da Educação, uma iniciativa do Executivo que visa assegurar o processo de ensino, aprendizagem e, sobretudo, alargar a cobertura escolar de Cabinda ao Cunene.

17/11/2021  Última atualização 09H34
Praticamente, todos os Anos Lectivos somos confrontados com uma "larga população escolar", sobretudo ao nível do primário e secundário, fora do sistema escolar, um pouco por todo o país. Todas as províncias do país registam, anualmente, défice de salas de aulas, uma situação igualmente associada à exiguidade de professores.

Dizem os números que, ao nível de quase todo o subsistema de ensino geral, há falta de professores à volta de 30 mil, uma realidade ainda preocupante, com a qual o Executivo lida com iniciativas para reduzir gradual e significativamente.  Para contrariar essa realidade, de elevado número de crianças fora do sistema de ensino e falta de professores que, devemos reconhecer, tem sido reduzido gradualmente, o Estado não olha a meios para debelar esta situação.

E os números dos últimos anos não mentem quando se tratam de iniciativas para o preenchimento de vagas, através de concurso público, ao nível do sector da Educação, para a contratação de professores e outros quadros do sector.  
Por exemplo, em 2018 o Executivo tinha disponibilizado 20 mil vagas e destas, segundo informações prestadas pelo Ministério da Educação,   foram preenchidas apenas 18000 lugares.

Com o presente concurso público, esperamos que o Ministério da Educação seja bem sucedido na selecção dos melhores, dos mais bem qualificados e daqueles que se mostrem com vocação para a docência.

Não basta que as pessoas interessadas se inscrevam apenas pela necessidade de emprego, mas que, além do compromisso para com a docência, preencham fundamentalmente os requisitos exigidos, comprovadamente testados.
As instituições, ao nível das províncias e municípios, encarregados de organizar o processo de selecção, devem ser rigorosos, tal como é suposto esperar em todos os passos que envolverão o concurso público.

Lamentavelmente e sem qualquer necessidade de apontar o dedo a este ou aquele ente público, devemos reconhecer que, independentemente dos concursos públicos, pressuposto decorrente da lei para proporcionar transparência, lisura e garantir que acedam os melhores, nem sempre as coisas correram bem.

Nem sempre os concursos públicos para a selecção de professores foram directamente proporcionais à qualidade dos aprovados, uma realidade mensurável à luz dos desafios que ainda temos ao nível do nosso ensino.
Em todo o caso, queremos acreditar que se trata de um processo, que deverá melhorar a cada etapa que o nosso ensino vai atravessar com os quadros que tem, preferencialmente em formação contínua.

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