Opinião

As feiras de produção

Editorial

As feiras de produção nacional são verdadeiros barómetros não apenas sobre o que se faz no país, mas também do potencial em que Angola pode incorrer, no processo de diversificação da economia, para o bem do desenvolvimento e progresso do país.

13/05/2022  Última atualização 07H20

Tratam-se,  também, de espécies de inventários que, bem vistas as coisas, nunca deveriam ficar pelas exposições, acertos empresariais ou comerciais, mas, estabelecerem-se bases de dados sólidas e funcionais através das quais podíamos ser capazes de identificar onde se encontram os produtores, quantidade e qualidade da produção, potenciais negócios e locais de consumo ou vias de exportação.

Com a realização de sucessivas feiras que, regra geral, acabam muito bem executadas, com satisfação dos expositores e, às vezes, com a sensação de alguma impotência por não se conseguir fazer mais do que as meras exposições, parece, cada vez mais urgente a criação de uma entidade para monitorar, de evento em evento, ganhos, perdas e melhorias.

Se outrora foram as feiras que, em numerosas localidades da era medieval, acabaram por transformar radicalmente a paisagem rural para o aspecto e configuração urbanas de muitas cidades, hoje as sucessivas feiras devem ter o condão de, pelo menos, desenhar o processo de geração de criação de riqueza e bem-estar.

É verdade que para a nossa realidade, um grande passo que deve ser dado com a realização das feiras passa necessariamente pelo "levantamento” da nossa capacidade produtiva, identificação dos nossos produtores, localização para, com alguma solidez e consistência, ganharmos todos consciência e certeza da aposta que devemos fazer, cada vez mais, pelo "Feito em Angola”. Felizmente, as nossas feiras começam a dar o ar da sua graça com a presença de expositores angolanos, ávidos no bom sentido de verem a produção a crescer, de testemunhar a multiplicação de negócios, de postos de emprego, erradicação da pobreza, entre outros.  

É salutar saber que mais de 300 expositores de sete províncias marcaram presença na 1ª Feira dos Produtos Fabricados em Angola, acima dos 250 previstos pela organização, representando as províncias de Luanda, Benguela, Bié, Cabinda, Cuando Cubango, Cuanza-Sul e Cuanza-Norte, promovida pelo Pólo de Desenvolvimento Industrial de Viana (PDIV), em parceira com o Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Média Empresas (INAPEM) e a empresa C. Calas Angola.

Que esta 1ª Feira de Produtos Fabricados em Angola sirva, efectivamente, de ponto de partida para que, por exemplo, o Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Média Empresas (INAPEM) tenha ou desenvolva uma ampla, diversificada e operacional base de dados  em que constem as iniciativas empresariais nacionais relativas à produção de bens e serviços em todo o país.

As feiras regionais, provinciais ou nacionais de produção deverão ter este importante fim, o de criar condições para orientar o agronegócio, os industriais, as redes de comercialização e  os grandes centros de consumo.

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