Opinião

As empresas, o desemprego e o crescimento económico

Que há intenção da parte das autoridades de mudar muita coisa para melhor no país ninguém tem dúvidas.

16/09/2019  Última atualização 06H58

O que as pessoas esperam entretanto é que haja efectivamente mudanças, que se traduzam num maior nível de satisfação das necessidades dos cidadãos. Os cidadãos querem resultados da acção governativa e que estes se traduzam numa melhoria das suas condições de vida.
O país tem múltiplos problemas, sendo quase todos eles prioritários, não sendo fácil para os governantes, é preciso reconhecê-lo, tratar de todos eles de uma só vez numa situação de grave crise económica, caracterizada por falta de recursos financeiros para resolver todos os problemas. Há muitas prioridades, mas tem de se optar, num cenário económico e financeiro como o nosso, pelas prioridades das prioridades.
É difícil governar um país em crise, mas os governantes não têm outra alternativa, porque são servidores públicos, senão lançar mão de terapias que possam atenuar problemas graves que afectam as populações.
Para tanto, é necessário que haja instituições do Estado que funcionem com o foco na promoção do bem comum. Se tivermos instituições que cumpram os seus deveres, nos termos das leis que temos e que até são muito bem feitas, os cidadãos poderão ver muitos dos seus problemas resolvidos.
Um dos problemas que deve ser ultrapassado nas nossas instituições públicas é a excessiva burocracia no tratamento de processos administrativos que vinculem cidadãos que têm de recorrer ao Estado para adquirir, por exemplo, este ou aquele documento para constituir uma empresa.
O nosso país enfrenta o grave problema do desemprego, que afecta muitos jovens. Importa, por isso, que o processo de constituição de empresas seja célere, em particular quando se tratar de pequenos negócios. Os pequenos negócios geram muitos empregos.
Que haja práticas, ao nível da administração pública, para incentivar a criação de novas empresas e para levar unidades produtivas que foram à falência a voltar a funcionar em diferentes regiões do nosso país. Quanto maior for o número de empresas em funcionamento no país menor será a taxa de desemprego e de pobreza. As empresas promovem o crescimento económico.
Alves da Rocha, economista angolano e director do Centro de Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, afirma que não pode ser o Estado a criar empregos, porque, embora faça parte do circuito macroeconómico, tem as suas responsabilidades e tem limites em termos de contratação.
Não pode ser pela via do Estado que a taxa de desemprego vá diminuir. A única forma é produzir mais, é haver crescimento económico, o que não tem acontecido desde 2015.

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