Opinião

As empresas e as famílias

O ano de 2018 vai terminar dentro de poucos dias. Depois das eleições gerais de Agosto de 2017, e com a subida ao poder de João Lourenço, Titular do Poder Executivo, os angolanos  entraram numa era que tem sido marcada por mudanças substanciais, que levam os cidadãos a acreditar que Angola  vai  ter um novo rumo,  em direcção à construção de uma sociedade justa.

28/12/2018  Última atualização 06H32

O que os angolanos querem é que haja bem-estar social no país, e têm esperança de que os governantes que estão no poder venham a corresponder às suas expectativas. E as expectativas dos angolanos são grandes, tendo  em conta as promessas que foram feitas pelo partido que continua no poder  e  que  se lançou numa campanha de moralização da sociedade  e está empenhado em promover realmente o bem comum.
É grande a responsabilidade dos governantes, que têm a  tarefa espinhosa de resolver graves problemas de ordem social e económica. Os cidadãos estão atentos ao que tem sido feito pelos governantes para que as coisas mudem no nosso país, depois de milhares de angolanos não terem podido satisfazer necessidades básicas durante muitos anos.
Os governos existem para resolver os problemas dos cidadãos e quem tem a pretensão de exercer o poder deve ter consciência de que deve colocar acima  de tudo a defesa dos interesses nacionais.
Há ainda muita pobreza e desigualdades sociais no país. É positivo que o Governo esteja disposto a corrigir muitos erros  cometidos no passado. Mas os cidadãos  querem que as promessas  eleitorais feitas pelo partido que está no poder sejam concretizadas.  Um dos grandes problemas que temos no país são os baixos rendimentos da maioria das famílias, que não conseguem ter acesso regular a bens e serviços de que necessitam.
Será necessário que se trabalhe na política de rendimentos das famílias, para que se reduzam as dificuldades dos cidadãos  mais carenciados. Aumentando-se os rendimentos das famílias, incrementa-se o consumo, que, por sua vez, pode assegurar que as pequenas e médias empresas não vão à falência.
Assistimos hoje à falência de muitas pequenas e médias empresas, porque há uma diminuição generalizada do consumo por parte das famílias. Havendo falência das empresas, aumenta o desemprego, que tem atingido muitos jovens.
Que 2019 seja o ano para a criação de condições que nos levem ao crescimento económico, não só por via da economia  petrolífera, mas também por via do aumento do poder de compra das famílias, que são o principal segmento a não subestimar.

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