Opinião

As economias, o “inimigo invisível” e a solidariedade entre os Estados

As economias de todos os países estão a ser afectadas, directa ou indirectamente, pelo novo coronavírus e pela queda acentuada do preço do petróleo. Se hoje a prioridade é o combate à pandemia do Covid-19, daqui a alguns meses (e oxalá que sejam só alguns meses), quando tiver sido eliminada a doença, as atenções vão se concentrar no crescimento económico, prevendo-se que os Estados venham a realizar investimentos para alavancar o sector empresarial privado e assim aquecer de novo as economias.

31/03/2020  Última atualização 09H09

O que muitos Estados estão a fazer neste momento é, com injecção de dinheiro em empresas e em famílias, mitigar problemas, para, por um lado, assegurar aos trabalhadores poder de compra do que é essencial, e, por outro, evitar um rápido aumento das taxas de desemprego.
Se na luta contra o Covid-19 os Estados estão a aprender uns com os outros, estão também os países a aprender uns com outros no que diz respeito a soluções para, ao mesmo tempo que se combate a pandemia, salvar o maior número possível de empresas e tornar menos penosa a vida dos trabalhadores .
A crise é global mas os seus efeitos nas diferentes economias dependem da especificidade de cada país. Uns terão mais capacidade financeira para mitigar internamente os problemas dos agentes económicos. Outros, porque se encontram, por exemplo, muito endividados, terão de renegociar as suas dívidas com os credores, de modo a se mexerem nos prazos de pagamento, na perspectiva destes serem alargados, tendo em conta que há neste momento prioridades incontornáveis.
Em face da pandemia do Covid-19, a saúde das pessoas tem de estar na primeira linha dos esforços dos governos focados na contenção da propagação do coronavírus, extremamente agressivo e que se dissemina com muita rapidez.
Não é fácil estar em duas frentes de combate em simultâneo, até porque os recursos dos Estados são escassos e não podem, nas actuais circunstâncias, atender aos problemas na mesma proporção, em termos financeiros. Era preciso definir uma prioridade. E é isto que a maioria dos Estados está a fazer, ao apontar baterias para a luta contra o Covid-19.
O coronavírus é o "inimigo invisível" a abater e os Estados devem estar nestes tempos difíceis para a humanidade mais solidários uns com os outros. A luta é comum. Unidos, estaremos mais fortes para fazer face à pandemia, que pode atingir todos os países do mundo.

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