Economia

ARSEG retira licença a cinco seguradoras

Regina Handa

A Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG) retirou do mercado nacional, nos últimos dois anos, um total de cinco seguradoras por irregularidades constatadas no funcionamento das empresas.

22/11/2021  Última atualização 09H34
© Fotografia por: DR
Do levantamento feito pelo Jornal de Angola, trata-se das empresas Meu Seguros, Master Seguros, Garantia Seguros, Mandume Seguros e Glinn Seguros. Todas tiveram as licenças revogadas pelo regulador devido à falta de garantias financeiras.

Neste momento, está proibida de contratar novas subscrições a Internacional Seguros, tendo sido dado a mesma um prazo de 45 dias (até ao final deste ano) para conformar-se às regras.

Em entrevista ao Jornal de Economia & Finanças, na edição de 19 de Novembro, o presidente do Conselho de Ad-
ministração da ARSEG, Elmer Serrão, fez saber que, em 2018, as seguradoras passaram de 15 para 28, mas, actualmente, restam 23.

Conforme disse, as iniciativas para estimular o sector permitiram que os prémios passassem de 97,6 mil milhões de Kwanzas, em 2013, para os 223,7 mil milhões em 2020, enquanto que as indemnizações pagas passaram de 29,5 mil milhões para os 92,4 mil milhões, respectivamente.

No que toca aos números da mediação de seguros, em 2013 existiam 360 mediadores, dos quais 329 individuais e 31 pessoas colectivas ao passo que em 2020 totalizaram 1.230, sendo 1.136 individuais e 94 pessoas colectivas.


Relativamente aos fundos de pensões, explica Elmer Serrão, estes passaram dos 27 fundos e adesões colectivas a fundos de pensões para 36, em 2020, enquanto que os activos destas passaram dos 72,2 mil milhões para os 571,4 mil milhões.

No domínio da educação financeira, avança que o sector pretende  incrementar a  literacia financeira como o principal vector para o aumento da cultura do seguro e do aumento da taxa de penetração no PIB, através de acções no âmbito dos protocolos já celebrados com o Ministério da Educação e a Rede de Mediatecas, com a Polícia Nacional, com a Inspecção Geral do Trabalho, bem como de acções conjuntas com o Conselho de Supervisores do Sistema Financeiro.

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