Sociedade

Arquitectos defendem cidades intermédias

Os assentamentos informais ou bairros auto-produzidos não são a melhor solução para o desenvolvimento urbanístico das cidades, concluíram ontem, em Luanda, os participantes ao XIV Fórum de Arquitectura, promovido pela Universidade Lusíada, durante quatro dias.

12/10/2019  Última atualização 18H10
Kindala Manuel | Edições Novembro © Fotografia por: Arquitectos partilharam experiências no XIV Fórum da Lusíada

Os arquitectos oriundos de seis universidades do país e do estrangeiro que participaram no conclave, defenderam o desenvolvimento de pequenas cidades e intermédias, por estas representarem mais uma centena dos centros urbanos do país.
Encontrar uma definição conceptual para os musseques incorporados nos centros urbanos que reflictam melhor as características sociais e morfológicos dos mesmos é uma das recomendações dos participantes ao XIV Fórum de Arquitectura que encerrou ontem, em Luanda.
Segundo os especialistas, o desenvolvimento urbano não pode continuar a reproduzir os exemplos coloniais de arquitectura sem que isso decorra de reflexão profunda de como irá afectar a sociedade angolana. É precisão defender valores estéticos e morais associados à cultura local.
O turismo urbano é o maior potencial de que Angola dispõe no momento, não só porque a maioria da população é urbana, mas por ser o ponto de chegada e partida dos turistas nacionais e internacionais, mas porque os centros históricos são instrumentos com maior potencial turístico.
A cidade do Dondo, no Cuanza-Norte, precisa de ser revitalizada através de sistemas de mobilidade leves, bem como a requalificação do património classificado e desenvolver equipamentos cívicos naquela cidade que alavanquem à regeneração económica local.

 

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