Economia

Armadores traçam caminho para o aumento das capturas

João Luhaco | Moçâmedes

Jornalista

Os armadores da Associação de Pesca Artesanal e Semi-industrial de Luanda (APASIL) defendem o aumento das embarcações e da pesca por arrastão como forma de elevar as capturas de pescado e consequente controlo dos preços finais junto dos consumidores.

25/01/2021  Última atualização 09H34
Pescadores estão a ser incentivados a criar mais postos de trabalho aos recém-formados © Fotografia por: Rafael Tati | Edições Novembro
Segundo o presidente da agremiação, Manuel Azevedo, numa recente visita ao município de Moçâmedes, província do Namibe, a pesca  de arrasto pelágico (pesca em forma de saco puxado a uma velocidade que permite aos peixes, crustáceos ou outro tipo de pescado ficarem retidos dentro da rede) é permitida pela Lei dos Recursos Biológicos e Aquáticos.

Manuel Azevedo respondia também assim a denúncias de pescadores locais (Namibe), que responsabilizam armadores idos de Luanda de estarem a danificar os produtos do mar e a violar a Lei dos Recursos Biológicos e Aquáticos. Segundo ele, a actuação dos associados faz-se nos marcos legais e ao nível da pesca industrial, a prática é intensiva, já que se consegue mais quantidades para suprir as necessidades das populações e até para a exportação. Informou, na ocasião, que,  neste momento, estão em funcionamento apenas seis embarcações, contra as 10 previstas para este ano e que a associação controla seis barcos do tipo arrastão pelágico e dois transportadores.

Fiscalização

Contudo, o gestor revelou que, apesar de ser permitida, ainda assim deve-se redobrar a fiscalização por parte das autoridades, para que os aproveitadores não ponham em perigo as espécies. Durante a estadia na localidade, a associação manteve encontros com vários armadores locais, bem como com o governador provincial, onde foram passadas em revista questões que afligem os pescadores.

Questionado sobre as consequências que os arrastões poderão causar à biomassa, com principal realce na baixa de capturas, o gestor minimizou a situação, tendo exemplificado que dados da Direcção Provincial das Pescas do Namibe indicam que no ano passado foram capturadas 20 mil toneladas. Defende a renovação da frota de barcos, tanto no segmento artesanal como semi-industrial, para responder às necessidades do mercado.

No quadro da cooperação, Manuel Azevedo revelou que a APASIL prevê manter encontros com associações do Namibe e Benguela, para traçarem estratégias conjuntas de actuação. Na passagem por Namibe, e no encontro com o governo local, adiantou, ficou acordado que os armadores em actividade no Namibe deverão adquirir serviços e produtos locais, bem como empregar marinheiros para as embarcações, principalmente os recém-formados da Academia de Pesca, bem como do Instituto Médio.
Garantiu que existe grandes quantidades de peixe em armazéns, numa altura em que o desafio será o de baixar os preços e garantir mais exportação.

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