Economia

Argentina é potencial mercado para o algodão

Hélder Jeremias

Jornalista

A expansão da plantação de algodão na região da Baixa de Cassange para 12 mil hectares, nos próximos três anos, no quadro de uma carteira de investimentos da Textang II, permite que Angola se torne num dos principais fornecedores da matéria-prima para a indústria têxtil da Argentina.

23/05/2022  Última atualização 09H10
© Fotografia por: DR

A revelação foi feita ontem pelo embaixador de Angola na Argentina, Fedelino Pelinganga, no final de uma visita às instalações da Textang II, localizada na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, no âmbito da agenda diplomática que o leva a perceber a actividade de importantes sectores da economia nacional, visando constatar o potencial para futuras trocas comerciais entre os dois países e atracção de investimentos.

Fidelino Pelinganga exteriorizou o seu optimismo sobre as perspectivas do sector têxtil, que pode tornar-se num factor preponderante para a balança comercial entre Angola e a Argentina, em função do investimento de quase 10 milhões de dólares feito pelo Grupo IEP (Investimentos e Participações), que persegue uma produção de 750 mil metros lineares este ano.

Argentina constitui um mercado muito fértil, para que Angola possa exportar consideráveis produtos de alto valor económico, motivo pelo qual a missão diplomática angolana naquele país tem sido solicitada pelas autoridades argentinas a apresentar um quadro plausível de vantagens comparativas, numa altura em que os resultados do Programa de Desenvolvimento Nacional antevêem resultados animadores no sector não petrolífero, segundo o embaixador.

A Textang II já absorve o total de algodão produzido na Baixa de Cassange, ainda que dependa de alguma importação para satisfazer determinadas necessidades. Porém, com a preparação dos 12 mil hectares, facilmente a produção alcança 11 mil milhões de metros de tecido por ano, o suficiente para garantir uma auto-suficiência no mercado nacional e permitir a exportação de algodão para os países vizinhos e para a Europa, Ásia e América Latina, perspectiva a direcção da empresa.

Com previsão de produzir 750 mil metros lineares de tecido até final do próximo mês, a Textang II, sob gestão do Grupo ALCAAL Angola IEP, conta com uma força de trabalho de 250 operários, todos de nacionalidade angolana, que funcionam em regime de três turnos diários.

O embaixador angolano na Argentina visitou também a empresa Mel do Bengo, uma unidade que fornece o referido produto 100 por cento natural, proveniente de diversas fontes do território nacional, tendo o diplomata prometido um esforço redobrado da missão angolana naquele país, no sentido de criar condições, para que o negócio "seja uma realidade na Argentina”. 

A ZEE Luanda-Bengo tem sido uma das grandes referências no processo de diversificação da economia nacional.

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