Economia

Aquicultores atingem 300 toneladas de bagre por ano

Um projecto de aquicultura denominado “Fazenda Quinta Bagre”, localizado no Perímetro Irrigado de Caxito, no Dande, Bengo, atinge uma produção anual de 300 toneladas de bagre no primeiro trimestre de 2020, segundo o sócio-gerente da empresa, Mário Mendes, em declarações ao Jornal de Angola.

23/11/2019  Última atualização 12H00
Dr © Fotografia por: Fazenda do Bengo encontra mercado para a exportação

Financiado por fundos holandeses avaliados em cerca de 500 mil dólares, o projecto está a ser desenvolvido há sete anos numa área de 40 hectares, dois dos quais em produção, onde estão instalados 12 tanques de cinco a dez metros de cumprimento, para três mil peixes cada, segundo Mário Mendes.
O empresário explicou que o objectivo do projecto é transformar a “Fazenda Quinta Bagre” num “grande centro de produção e processamento de bagre e derivados, para servir as comunidades” e, no futuro, exportar para os países como a República Democrática do Congo e a Zâmbia.
“O projecto tem um ciclo completo, desde a fertilização de ovos, incubação, crescimento até a colheita do bagre”, referiu Mário Mendes. “Na fase de crescimento o bagre alimenta-se de ração adquirida a unidades locais e nos mercados informais”, um quadro que espera alterar proximamente, com produção própria.
A “Fazenda Quinta Bagre”, que emprega 25 trabalhadores, gasta, em média, 450 toneladas de ração por ano, para uma produção de 300 toneladas de pescado.

Visita holandesa

O conselheiro da Embaixada da Holanda, Alex Oosterwijk, visitou ontem a fazenda, para constatar o grau de execução do projecto de criação de bagre, financiado pelo seu país, com base nos acordos económicos bilaterais.
Alex Oosterwijk destacou o potencial da fazenda na criação de empregos para a juventude e a sustentabilidade das comunidades locais, como o principal objectivo do financiamento holandês ao projecto de criação de bagre na “Fazenda Quinta Bagre”.
Mário Clemente | Bengo

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