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Apreendidos 96 contentores com madeira do tipo Mussivi

João Upale | Moçâmedes

Jornalista

Um total de 96 contentores carregados com cerca de 30 mil toros de madeira do tipo “mussivi”, espécie proibida de abate, provenientes do Cuando Cubango e com destino à China, foram apreendidos, nos últimos dois anos, por efectivos dos Serviços Florestais, na província do Namibe.

27/09/2022  Última atualização 08H40
Serviços Florestais necessitam de mais técnicos e meios para reforçar as acções de fiscalização nas comunidades © Fotografia por: Jeovani Cola | edições novembro | namibe

Segundo o director provincial da Agricultura e Florestas, Zonza Pwissa, a madeira era camuflada em contentores de granito e os documentos utilizados para a sua transportação eram falsificados.

Zonza Pwissa, que citou o Decreto Executivo 65/19, de 21 de Fevereiro, que "proíbe o abate do referido tipo de árvore”, fez saber que as empresas envolvidas, no caso, a "Good Links Angola”, Limitada e a "Angofixo”, Lda., ambas sediadas em Luanda, incorreram em crime ambiental.

O director da Agricultura e Florestas acrescentou que os representantes das referidas empresas foram parar às barras do tribunal e condenados a nove anos de cadeia, tendo o advogado recorrido ao Tribunal Supremo, o que faz com que os autores do crime ainda se encontrem em liberdade, em Luanda.

De referir que, no pátio do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), foi encontrado, na ultima sexta-feira, um cidadão de nacionalidade chinesa e trabalhadores angolanos, com motosserras e tendas montadas, além de outros utensílios, a cortarem madeira do tipo Mussivi, aí depositada, com o objectivo de removê-la, sem o consentimento das autoridades, segundo Zonza Pwissa, num momento em que se aguarda o desfecho do processo-crime.

"Foi uma surpresa para mim. Não dominava as informações dadas pelo cidadão chinês, segundo as quais a empresa "Madang-EP” já vendeu, em leilão, a madeira. Nós, o Governo Provincial e a Direcção da Agricultura e Florestas, não recebemos nenhum e-mail, ofício ou outro documento electrónico ou físico, que comprove que a madeira já foi leiloada e que alguém foi indicado para removê-la”, sublinhou Zonza Pwissa.

O director provincial da Agricultura e Florestas acrescentou que telefonou para o chefe do Departamento do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) que lhe informou que havia orientações, em Luanda, que davam conta de que a madeira podia ser removida por representantes da empresa Madang-EP.

"Nós não trabalhamos assim. Somos um Governo sério e organizado e trabalhamos com documentos verdadeiros”, desabafou, acrescentando que "quem tem documentos da empresa Madang e do Ministério da Agricultura e Florestas que informe o Governo da Província que a madeira apreendida no Namibe já foi leiloada e indicar a empresa orientada a remover os 96 contentores ou os mais de 30 mil toros em madeira apreendida pelo IDF”.

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