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Apreendidas 12 toneladas de produtos fora de prazo

Cerca de 12 toneladas de produtos alimentares, com prazo de validade vencido e em mau estado de conservação, foram apreendidos pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC) durante a primeira quinzena do mês corrente nas províncias de Luanda, Cabinda, Benguela, Malanje, Cunene e Cuanza-Sul.

25/06/2020  Última atualização 13H37
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De acordo com uma nota do INADEC, instituição afecta ao Ministério da Indústria e Comércio, consta dos bens alimentares apreendidos 1.198 sacos de farinha de milho de 20 quilos, 40 de rolão de milho de 50 quilos e nove de farinha de trigo de 50 quilos.

A chefe do Departamento de Formação e Divulgação de Práticas Comerciais e Serviços da instituição, Joana Tomás, referiu que, no mesmo período, foram apreendidos 176 pacotes de pensos higiénicos de uso feminino fora de prazo, 105 garrafas de gás butano por especulação de preços, entre outros bens.

Por outro lado, no âmbito do apoio ao consumidor, o INADEC celebrou um acordo em torno do contrato de compra e venda de um imóvel, na modalidade de renda resolúvel, equivalente a 268 mil dólares norte-americanos, a favor de uma cidadã.
“Foram efectuadas 145 visitas de constatação, tendo sido registadas 81 infracções, 63 notificações, 15 denúncias oito apreensões e três acções de inutilização de produtos impróprios para o consumo”, disse.

Estudo de campo

Um estudo de campo, realizado pelo INADEC entre os meses de Janeiro e Março do corrente ano, concluiu que cerca de 90 por cento das mulheres, com idades compreendidas entre 12 e 80 anos de idade, desconheciam a existência de datas de validade nos pacotes de pensos higiénicos.
Manuel Furtado, técnico da instituição, considerou bastante preocupante o desconhecimento de um dado importante sobre um produto de uso frequente pelas mulheres.

Apelou, por isso, o redobrar dos cuidados na verificação dos prazos de validade dos pensos de higiene íntima, diminuindo assim os possíveis riscos de doenças do fórum ginecológico.

Manuel Furtado lamentou a desatenção dos consumidores em relação à data grafada em determinados produtos colocados à venda e aconselhou a não se deixarem levar pelo marketing.

“Apelamos a máxima atenção nas datas de todo e qualquer produto, visando salvaguardar a saúde e o bem-estar”, disse Manuel Furtado, tendo alertado os comerciantes a absterem-se do lucro fácil.

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