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Aposta na formação cai com a chegada de Jesus

Quando Luís Filipe Vieira entrou no Benfica, como gestor para o futebol, em Maio de 2001, a formação encarnada estava num marasmo.

09/06/2021  Última atualização 05H25
Português falhou a conquista do título no regresso à Luz © Fotografia por: DR
Com três treinadores nessa época (Heynckes, Mourinho e Toni) e um insólito sexto lugar, apenas Diogo Luís (1 969 minutos), Paulo Madeira (1 043) e Rui Baião (338) tinham passado pelas camadas jovens do clube. A taxa de utilização de jovens da formação era, há 20 anos, reduzidíssima: apenas 8,5% dos minutos da equipa principal em 2000/2001. Longe estavam os tempos áureos. Entre 2015 e 2020 essa utilização rondou os 20%.

A chegada ao plantel principal do Benfica de jogadores formados no Seixal caiu drasticamente em 2020/21: João Félix e Rúben Dias saíram a título definitivo; Ferro, Tomás Tavares, Florentino Luís, Gedson Fernandes, Jota, Tiago Dantas, David Tavares e Yuri Ribeiro foram cedidos e apenas Diogo Gonçalves, Nuno Tavares e Gonçalo Ramos estão, de corpo e alma; João Ferreira, Morato e Tiago Araújo jogaram muito pouco. O único que pode sentir-se titular é Diogo Gonçalves, que jogou 1752 minutos: 36,7% do tempo de jogo do Benfica em 2020/21.

As esperanças Gonçalo Ramos, Morato e Tiago Araújo jogaram, em conjunto, apenas 570 minutos.
Muitos adeptos do Benfica ligam este facto ao regresso de Jesus. A saída de Rúben Dias não pode ser colocada em cima dos ombros do treinador: por €68 milhões era impossível ao Benfica recusar a transferência para o Man. City. De resto, Ferro (com as chegadas de Otamendi, Verthongen, Todibo e de Lucas Veríssimo), Tomás Tavares (contratação de Gilberto e regresso de Diogo Gonçalves) e Florentino (Weigl, Taarabt, Gabriel, Pizzi, Samaris…) estavam tapados, Gedson poderia ter regressado, mas optou por ir para o Galatasaray com salário três vezes superior ao que tinha na Luz, Jota arrancou para o Valladolid (Everton, Waldschmidt, Pedrinho, Cervi, Chiquinho…) e Tiago Dantas quis ser emprestado (Bayern).

Quase 15 anos após a inauguração do Centro de Estágio do Seixal, a orientação filosófica do Benfica parece estar a tremer: jovens do Seixal ou craques do estrangeiro? Diogo Gonçalves, Nuno Tavares, Gonçalo Ramos, Ferro, Tomás Tavares, Florentino Luís, Gedson Fernandes, Jota, Tiago Dantas, David Tavares, João Ferreira, Morato e Tiago Araújo ou estrangeiros? Ou algo intermédio? Têm a palavra Filipe Vieira, Jorge Jesus e Rui Costa.

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