Opinião

Aposta na Agro-pecuária

O Executivo está cada vez mais apostado em apoiar as cooperativas agro-pecuárias de ex-militares, visando a inserção deste grupo alvo na vida social e económica do país.

12/05/2022  Última atualização 06H35

A entrega de tractores a 26 cooperativas agro-pecuárias  de   ex-militares, viúvas e descendentes de antigos combatentes da  Lunda-Norte, na localidade de Canzololo, pelo secretário de Estado da Acção Social, Lúcio Amaral, vem juntar-se a outras iniciativas que o Executivo tem realizado em várias regiões do país, cujo ponta-pé de saída foi dada pelo Presidente da República, João Lourenço, em Junho do ano passado, em Malanje.

Na altura, o Executivo comprometeu-se em entregar 500 tractores a cooperativas agro-pecuárias em todo o país, um compromisso que está a ser honrado. Munidos  de  carroçarias-reboque, grades, charruas e alfaias, os meios que estão a ser  entregues vão, certamente,  jogar um papel importante na dinamização da produção agrícola.

Uma das componentes interessantes  deste  programa tem a ver com a  formação, visando dotar o grupo alvo, os ex-militares, de conhecimentos sobre novas técnicas de agricultura. 

O sector agrícola assume grande importância no combate à pobreza e à diversificação da economia. Além do seu contributo no domínio da economia, a agricultura desempenha um papel central para a sobrevivência das pessoas e o emprego nas zonas rurais. Trata-se de um sector que pode absorver milhares de jovens, que além de cultivar a terra podem ajudar na transformação de produtos.

Sabe-se que Angola dispõe de enormes terras aráveis que bem aproveitadas podem ajudar a reduzir a taxa de pobreza. Mas a aposta na agricultura deve ser acompanhada de outras componentes, como a reabilitação das vias, para garantir o transporte de produtos. Os camponeses continuam a queixar-se de falta de meios de escoamento devido ao estado caótico  das vias de acesso e, em consequência disso, muita produção acaba por apodrecer no campo ou é vendido a preços demasiado baixos.

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