Opinião

Apoios para o financiamento do Corredor do Lobito

Desde que o Governo angolano anunciou o desejo de pretender reactivar o Corredor do Lobito, aumenta o interesse de empresas, países ou organizações internacionais em participar no processo.

18/06/2024  Última atualização 10H24

A 4 de Novembro de 2022, o consórcio Lobito Atlantic Railway, formado pelas empresas Trafigura, Vecturis e Mota-Engil, foi anunciado como o vencedor do concurso internacional para exploração do Corredor, que integra o Porto do Lobito, o Terminal Mineiro, o Aeroporto da Catumbela e o Caminho-de-Ferro de Benguela, com mais de 250 quilómetros de extensão.O consórcio prevê, ao longo de 30 anos, aumentar a frequência diária para 50 comboios e garantir 1.600 empregos directos. Terá como responsabilidade a transportação de carga de grande porte, como por exemplo os minérios provenientes da República Democrática do Congo e da Zâmbia, para além da manutenção das infra-estruturas (oficinas, a linha férrea).

Dado o papel estratégico para o desenvolvimento económico regional, foram investidos mais de dois mil milhões de dólares na reabilitação e modernização das infra-estruturas e meios circulantes do Corredor do Lobito, com vista a dinamizar o transporte de mercadorias diversas, beneficiando os três países fronteiriços. Em Maio do ano em curso, Angola e os Estados Unidos da América assinaram, em Washington, um acordo que prevê um financiamento norte-americano de 1,3 mil milhões de dólares para o Corredor do Lobito. O acordo foi assinado durante a visita do Presidente João Lourenço a Washington.

Entretanto, dois meses antes, em Março, a embaixadora da União Europeia em Angola, Rosário Bento Pais, anunciou que a organização que representa estava a financiar projectos nas áreas protegidas ao longo do Corredor do Lobito, avaliados em 45 milhões de euros, no âmbito dos quatro novos acordos assinados com Angola.

A também chefe da Delegação da União Europeia em Angola, que falava à saída de uma audiência com a Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, esclareceu que os financiamentos visam à cobertura de projectos nos domínios da Economia Azul, Economia Circular, Sociedade Civil, Justiça e Governança.

Na semana passada, foi a vez da Itália juntar-se aos esforços com vista à materialização do Corredor do Lobito. À margem da última reunião do Grupo dos sete países mais desenvolvidos (G7), o Governo da Primeira-Ministra Girgia Meloni anunciou que se vai juntar aos esforços dos EUA e da EU, mobilizando 320 milhões de dólares para contribuir no financiamento do Corredor do Lobito, nomeadamente para apoiar a infra-estrutura ferroviária principal e os projectos paralelos relacionados.

Caso para se dizer que a iniciativa do Executivo angolano continua a reunir apoios de todos os quadrantes.

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