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Anulada pena de prisão aplicada a Vital Kamerhe

Vital Kamerhe, ex-chefe de gabinete do Presidente da RDC, Félix Tshisekedi, viu, este domingo, anulada a condenação a 20 anos de prisão em 2020 por desviar cerca de 50 milhões de dólares, depois de ser totalmente ilibado na sequência de um recurso decidido a seu favor.

28/06/2022  Última atualização 09H15
Tribunal de Apelação sem provas contra Vital Kamehre © Fotografia por: Dr

O Tribunal de Apelação de Kinshasa-Gombe, segundo a AFP, disse que a falta de provas foi o motivo da decisão.

Em 2020 Kamerhe foi acusado de apropriação indevida de um orçamento destinado à construção de casas para militares e polícias, que fazia parte de um programa implementado pelo Presidente Tshisekedi. Kamerhe foi o braço direito de Félix Tshisekedi entre 2018 e 2019.  Após este veredicto, o seu partido político, a União para a Nação Congolesa (UNC), organizou reuniões em Bukavu, sua terra natal. O homem, de 63 anos, agora está livre para concorrer às próximas eleições da RDC em 2023.

A libertação de Kamerhe, surge num momento conturbado devido ao conflito com o Rwanda, acusado de apoiar o grupo rebelde M23.

 

Força militar regional

Um grupo congolês composto por diferentes movimentos armados concordou, no domingo, com a implantação de uma força militar regional da África Oriental na República Democrática do Congo (RDC), liderada pelo Quénia. "Estamos a enfrentar outra insurgência, outra agressão do M23. Mas, na realidade, não é o M23 ou o CNDP, mas sim países vizinhos que nos estão a atacar, principalmente o Uganda e o Rwanda”, disse Jules Mulumba, porta-voz do grupo de Resistência para a Defesa do Povo. 

Os combates aumentaram nas últimas semanas entre a RDC e os rebeldes M23. Kinshasa acusa Kigali de os apoiar. Uma declaração lida após a reunião dos líderes na capital do Quénia, no início da semana passada, não deu detalhes sobre a data de implantação da força ou a sua composição. Mas pouco depois da reunião regional, a Presidência do Congo twitou que a força deve estar operacional nas próximas semanas, mas não deve incluir tropas rwandesas.

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