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António Costa: Oposição não perdoa maioria absoluta em Portugal

Às vezes parece que a oposição acha que fomos nós que decretámos a maioria absoluta, mas ela resultou única e exclusivamente da vontade livre dos portugueses no acto eleitoral de 30 de Janeiro”.

20/11/2022  Última atualização 10H16
© Fotografia por: DR

António Costa avisou que os adversários do partido, que "não perdoam aos portugueses terem garantido a estabilidade necessária para fazer essas reformas, tudo fazem e tudo farão para comprometer a estabilidade que os portugueses decidiram que era necessária para responder à crise e construir um futuro sólido de confiança”.

"A nossa missão é manter nervos de aço, respeitar os nossos adversários, perceber que a maioria significa respeito e diálogo (...) mas também o respeito pela vontade de quem nos elegeu”, disse, apontando como exemplos de diálogo da actual maioria o acordo alcançado em sede de concertação social, com os municípios portugueses e com o PSD na metodologia para o futuro aeroporto.

O líder do PS e Primeiro-Ministro admitiu que os tempos "são mais difíceis” do que se antecipava à data das últimas legislativas e que não depende do Governo "que a Rússia acabe com a guerra” ou "fixar por decreto o preço do gás e do petróleo no mercado internacional”.

"Mas tudo o que depender de nós para enfrentarmos esta crise, aí isso podem contar connosco, que o faremos sem desistir dos grandes objectivos estratégicos da governação, podem ter a certeza de que não nos vamos distrair. Temos de estar mobilizados a 100% para vencer esta crise e cumprir esta legislatura, honrando os nossos compromissos”, salientou.

Ao usar da palavra, o presidente da Federação Distrital do PS de Castelo Branco, Vítor Pereira, fez questão de sublinhar o apoio a António Costa perante os "ataques baixos e rasteiros” que, segundo disse, o secretário-geral do PS está a ser alvo.

"É porque a direita sabe que tu tens estes predicados, esta qualidade, essa garra, essa energia e essa determinação para enfrentares os problemas que vivemos, e é porque sabem que tu os vais debelar, que estás a ser alvo de ataques que não têm precedentes”, disse, dirigindo-se directamente a António Costa.

Vítor Pereira, que também é presidente da Câmara da Covilhã, classificou ainda como "absolutamente deplorável” ver "pessoas e personalidades” que se esperava que prestigiassem as instituições a que presidiram dirigir "ataques vis, baixos e rasteiros” a António Costa.

"Quero dizer-te que os socialistas de Castelo Branco, bem como todos os socialistas, e, estou convicto, a maioria dos portugueses condenam com veemência os ataques vis de que tu e os membros do teu Governo estão a ser alvo”, sublinhou.

Na sua intervenção na Covilhã, o secretário-geral do PS disse que o próximo ano será "muito importante” para o partido, que irá assinalar os 50 anos da fundação do PS, em Abril de 1973.

"Fizeram-no em boa hora, quando chegou o 25 de Abril, o PS estava cá (...) foi crescendo e tornou-se como grande partido nacional e popular que é o PS. Foi essa força que permitiu ao PS travar na rua a batalha para garantir que a liberdade e democracia conquistadas pelo 25 de Abril não eram desvirtuadas por nenhuma tentação totalitária”, salientou.

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