Política

Antigos combatentes pedem melhores condições de vida

Antigos combatentes e veteranos da Pátria na província do Cuando Cubango solicitaram sexta-feira ao Executivo o aumento do subsídio mensal, a atribuição de casa própria, terrenos para a construção dirigida e kits de agricultura, carpintaria e marcenaria, com vista a melhorar as suas condições de vida e das suas famílias.

06/01/2019  Última atualização 06H00
Edmundo Eucílio | Edições Novembro © Fotografia por: Ex-militares do Cuando Cubango pediram empregos e bolsas de estudo para os filhos

A solicitação foi feita durante o acto provincial alusivo ao Dia dos Mártires da Repressão Colonial, decorrido no antigo estabelecimento de reclusão do colonialismo português, situado na comuna do Missombo, a 16 quilómetros da cidade de Menongue.
Os ex-militares pediram ainda empregos, bolsas de estudo interna e externas para os seus filhos, para uma melhor inserção na sociedade. Exigem, igualmente, melhor atendimento nos balcões do Banco de Poupança e Crédito (BPC), onde são depositados os seus subsídios mensais, mas enfrentam muitas dificuldades para poderem levantar o dinheiro.
O director do gabinete provincial dos Antigos Com-batentes e Veteranos da Pátria, Lucas Manuel Chinjengue Cassela, disse haver um esforço do Governo central na melhoria das condições de vida dos assistidos. Mas reconheceu que ainda não é suficiente.
Lucas Cassela disse que, apesar dos esforços empreendidos pelo Executivo, o gabinete provincial dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria no Cuando Cubango ainda enfrenta várias dificuldades relati-vas a meios de transporte, inputs agrícolas e de instalações próprias para o seu funcionamento.
O responsável considerou necessário, educar a sociedade sobretudo os jovens, no sentido de se promover cada vez mais o reconhecimento e a valorização dos antigos combatentes e veteranos da pátria, pelos feitos por estes prestados à luta de libertação nacional.

Mais apoios
Segundo o governador provincial, Pedro Mutindi, o governo está a trabalhar, no estudo, análise e aprovação da Proposta de Lei do Antigo Combatente e Veterano da Pátria, que comporta uma série de reformas que visam dar mais valor, respeito e dignidade a estes heróis e suas famílias.
Fruto dos esforços empre-endidos pelo Executivo central, disse, no ano transacto, na província do Cuando Cu-bango, foram homologados pelo Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, dois mil novos processos, facto que irá minimizar as preocupações dos ex-militares contemplados.
Pedro Mutindi disse ainda que o Executivo continua a desenvolver acções que visam uma melhor repartição do rendimento nacional, no apoio à implementação dos programas municipais integrados de desenvolvimento rural e de combate à fome e à pobreza.
O Executivo, acrescentou, também tem trabalhado para melhorar a implementação dos programas de rendimento mínimo e na promoção de acções que tendem a elevar o nível de desenvolvimento sustentável dos antigos combatentes e suas fa-
mílias, com a organização de associações para o fomen-to de actividades agrícolas e outras de ocupação profissional, visando o auto-sustento das mesmas e o combate à pobreza no país.
Pedro Mutindi apelou aos antigos combatentes, no sentido de continuarem a transmitir aos mais jovens, o legado de coragem, bravura e amor à pátria que os motivou na luta e conquista de inúmeras vitórias, para que estes possam salvaguardar todas as conquistas já alcançadas e aplicar toda a sua criativida-de na luta para o desenvolvimento do país.
O governador considerou que o 4 de Janeiro de 1961 tornou-se num marco que im-pulsionou os angolanos à luta de libertação nacional.
Os acontecimentos da Baixa de Cassanje, disse, são de extrema importância para a História de Angola, pois aumentaram a consciência de liberdade dos patriotas angolanos que, no dia 4 de Fevereiro do mesmo ano, desencadearam uma luta armada com o regime fascista português, que culminou com a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.
As comemorações do Dia dos Mártires da Repressão Colonial decorreram sob o lema “Com o espírito do 4 de Janeiro, construamos um país estável”.

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