Opinião

Antigo combatente

Sou antigo combatente, registado na Direcção Provincial dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, sob o processo nº 37680/01/2010 e escrevo para o Jornal de Angola.

03/10/2019  Última atualização 05H29

Felicito-vos pelo brilhante trabalho que tendes feito, o de informar o povo com verdade. Escrevo para manifestar a minha tristeza (tenho a certeza que é a de muitos também), pelo facto de que há cerca de 3 meses o Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, mais propriamente a Delegação Provincial de Luanda, não dá as pensões aos assistidos.
Fala-se muito agora sobre o recadastramento em atraso.
O que é que está a passar-se?
Porque não esclarecem as pessoas com verdade? O que é governar?
Ela, a pensão, já é pouca, mas ainda assim atrasam?
O mais constrangedor no meio de tudo é que, segundo fontes oficiosas, há províncias que já receberam o mês de Julho, mas Luanda não, porquê?
Uma palavra de apreço e encorajamento ao Executivo angolano, liderado por sua excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, no combate à corrupção, ao nepotismo, à bajulação e a outros males que há muito vinham destruindo o povo angolano.
Encarecidamente, gostaria que nos fossem esclarecidas as razões, mas sem rodeios.
“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” S. João 8:32
ANTÓNIO BARROS | Rangel


Esquadra móvel
Sou morador de um bairro novo lá para os lados do Calemba II, aqui em Luanda, e escrevo para o Jornal de Angola para abordar um bocado sobre o policiamento, as esquadras móveis e a tranquilidade pública em geral. Começo pela primeira, relacionada com a criminalidade, que começa a tomar conta de alguns bairros um pouco por todo o lado.
Acho que se há um sector em que o Estado deve continuar a investir muito tem a ver com o da segurança.
A estratégia de disseminação de esquadras móveis contribui muito para minimizar a prática de crimes, mas o policiamento apeado e a colaboração das pessoas constituem um trunfo importante.
Há bairros em que se não pode entrar e sair até durante as horas normais de circulação e trabalho das pessoas, correndo-se o risco de assalto ou perda de vida.
Há bairros novos que surgem e expandem-se a uma velocidade nem sempre acompanhada por serviços de entidades relevantes como a Polícia Nacional cuja tarefa de prover a ordem, segurança e tranquilidade públicas não tem substitutos directos.
É verdade que não temos ainda um rácio agente da Polícia por habitante que satisfaça, mas em todo o caso grande parte do papel da Polícia Nacional depende também do que as populações podem fazer.
Ao contrário do que muitos defendem, que a Polícia deve fazer tudo para assegurar a ordem pública, na verdade, as populações e as pessoas individualmente podem também jogar um papel importante neste aspecto. Entendo que por mais que a Polícia Nacional desempenhe o papel que todos esperamos, não há dúvidas de que a colaboração popular, traduzida na participação regular, rigorosa e atempada, é quase sempre determinante. Para terminar, espero que a Polícia Nacional o faça pelas populações.
JULIÃO CONTREIRAS | Calemba II

 

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