Economia

ANPG anuncia os vencedores da licitação de blocos em terra

Cinco empresas angolanas e três estrangeiras licitaram concessões petrolíferas das bacias terrestres do Baixo Congo e do Kwanza, no desfecho do concurso público internacional lançado em Dezembro, no quadro de uma estratégia institucional projectada para travar o declínio da produção petrolífera do país.

24/09/2021  Última atualização 08H45
Momento do lançamento do concurso público internacional, em Dezembro do ano passado © Fotografia por: Contreiras Pipa | Edições Novembro
A  Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), que ontem divulgou os resultados da licitação, declarou que a Somoil, Mineral One, Simples Oil, Alfort Petroleum e AIS Angola habilitaram-se como operadoras, respectivamente, dos blocos Congo 1, Congo 6, Kwanza 6, Kwanza 8 e Kwanza 9. 
Segundo a ANPG, a Somoil e a Mineral One também aparecem na qualidade de parceiras ao longo da licitação em que as operadoras seleccionadas lideram grupos empreiteiros integrados pelas empresas angolanas Monka Oil, Omega, Prodoil, Prodiam, Upitec, Servicab e Sonangol Pesquisa e Produção.A canadiana MTI Energy foi seleccionada para os blocos Congo 5, Kwanza 5, Kwanza 17 e Kwanza 20, de acordo com o comunicado em que a ANPG revela estas informações, anunciando, ainda, a norte-americana Itanka Group como parceira no Bloco Congo 1 e a companhia da mesma proveniência Brite’s com a mesma categoria nos blocos Kwanza 9, Kwanza 17 e Kwanza 20.
Concessionária de hidrocarbonetos, a ANPG indica, no comunicado, que com o anúncio dos resultados do concurso e da composição dos grupos empreiteiros, inicia o processo de negociação com cada um dos vencedores, para que o processo prossiga os trâmites legais e se possa passar à prospecção e exploração.
O documento cita o Conselho de Administração da ANPG a considerar que estes resultados são particularmente relevantes, porque "com este processo de licitação onshore, foi possível atrair empresas estrangeiras que, habitualmente, não estão presentes no nosso país e que são novos ‘players’ no sector petrolífero, e, ao mesmo tempo, incluir empresas angolanas, por forma a dinamizar-se o potencial nacional do sector, quer em termos empresariais quer de força de trabalho”.
Conteúdo local
Quando o concurso foi lançado, em Dezembro, o presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, afirmou que a licitação era realizada, além das questões da reversão do declínio da produção, para "estimular a criação local de pequenas e médias empresas petrolíferas, promover a incorporação de mão-de-obra qualificada angolana, bem como fomentar a inovação tecnológica e as boas práticas de gestão” das empresas operadoras.
No início deste mês de Setembro, na Conferência Angola Oil & Gas, organizada, em Luanda, pela consultora Energy Capital & Power, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, considerou "muito importante que os quadros nacionais e as empresas nacionais tirem proveito das grandes oportunidades geradas pela cadeia de valor deste sector”.
"Este é um factor que, pela sua grande importância e significado, deve ser considerado nos estudos de viabilidade dos projectos de investimento para o sector petrolífero”, propôs Manuel Nunes Júnior, lembrando que o Governo angolano "aprovou, em 2020, um novo Regime Jurídico para o Conteúdo Local do sector petrolífero, cuja supervisão está a cargo da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis”.

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