Opinião

Ano menos confrangedor

O desejo expresso no primeiro “periscópio” do ano recentemente iniciado é que a lente dele, circunscrita a Luanda, nos mostre, nos mais diversos sectores, algo de menos confrangedor que nos permita manter esperança de melhorias.

03/01/2020  Última atualização 09H39

A lista de anomalias que caracteriza Luanda - a capital do país e o resto da província que lhe herdou o nome - é, além de demasiada extensa para a enumerar, sobejamente conhecida da maioria dos que a habitam para a publicarmos. O que se pretende é que seja revelada vontade ditada pela consciência de quantos têm a incumbência de a fazer menos má para a maioria dos que ela acolhe. Por exemplo, que ensino, habitação, saúde, consagrados na Constituição, estejam ao alcance de todos em igualdade de circunstâncias. Quando estes direitos forem satisfeitos estão facilitados, entre tantos, os caminhos do emprego ocupado por trabalhadores nacionais competentes, da economia diversificada sem dependências, cidades, vilas, bairros mais limpos, arejados por árvores que ninguém há-de ousar derrubar para edificar “furas céus” envidraçados, nem construir “casas” em cima de terraços. Também tráfego - automóvel e pedestre - disciplinado, artérias sem amontoados de lixo.
No dealbar do ano não se peça, nem se prometa, impossíveis. Apenas que não seja tão mau como o anterior.

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