Sociedade

ANGOSAT-2 é a aposta na melhoria dos serviços tecnológicos

Alberto Quiluta

Jornalista

O secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação reiterou, sexta-feira, em Luanda, que o ANGOSAT-2 vai contribuir no fornecimento de serviços altamente fiáveis, incluindo nas zonas remotas do país.

03/12/2022  Última atualização 06H55
Pascoal Alé Fernandes destacou a importância do satélite © Fotografia por: Arsénio Bravo| Edições de Novembro

Pascoal Alé Fernandes realçou, na abertura do V Fórum Telecom, ontem, que o ANGOSAT-2 vai promover o crescimento dos negócios em muitas regiões e contribuir na diminuição da exclusão digital em Angola e no Continente.

Numa organização do Jornal "Expansão”, sob o lema "A contribuição do ANGOSAT para as Comunicações Móveis e o desafio da cibersegurança", o secretário de Estado lembrou que ao longo dos tempos os países têm vindo a investir fortemente nos serviços de Telecomunicações e Tecnologias de Informação, de modo a dar resposta às reais necessidade da população.

O governante adiantou que Angola tem demonstrado uma evolução positiva, apesar de ter ainda um longo caminho a percorrer para levar as comunicações à todos. "A Estratégia Espacial Africana é parte integrante da Agenda 2063 da União Africana. Dentro dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, o Executivo aprovou a implementação da Estratégia Espacial Nacional, um conjunto de projectos que compõem a implementação do ANGOSAT-2”, disse.

O secretário de Estado garantiu que para o quinquénio 2022/2027, o Executivo está a apostar na segurança e na institucionalização do Centro de Resposta e Tratamento de Incidentes Informáticos (CERT) em todo país.

"O acesso às comunicações tem sido o incentivo para o crescimento e o desenvolvimento socioeconómico das regiões, elimina as limitações geográficas para o comércio em zonas rurais, traz oportunidades na educação, fornece melhores serviços de saúde, estimula os investimentos no sector privado e aumenta a empregabilidade", referiu.

O Executivo, lembrou, tem em carteira a definição de uma Estratégia Nacional de Segurança, que visa solucionar a abordagem política do espaço cibernético. "O CERT é responsável pela criação das capacidades necessárias para a promoção de uma cultura nacional de cibersegurança e de sensibilização para os riscos e consequências dos ciberataques”.

A estratégia, adiantou, tem uma periodicidade de cinco anos e vai identificar e estabelecer os  acordos de Segurança para tornar o espaço cibernético mais seguro. "É preciso conjugar sinergias estarmos sempre à frente do cibercrime”, referiu.

 

 Benefícios

Para a directora adjunta do Gabinete de Gestão do Programa Especial Nacional (GGPEN), Vangilyia Pereira, que falou no fórum sobre "Os benefícios do ANGOSAT-2 para as Comunicações no país”, os benefícios são vários, em especial para as operadoras.

Vangilyia Pereira explicou que o ANGOSAT-2 vai comportar vários serviços, que vão funcionar com capacidade da banda C e da banda KO, para uma cobertura em todo o país e regiões da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Com a conclusão dos trabalhos do satélite, defendeu, o país pode poupar 20 milhões de dólares, por mês, nos serviços de telecomunicações. Para um melhor serviço de telecomunicações, tecnologia de informação, esclareceu, o país precisa instalar, no mínimo, 93 mil antenas de serviço.

O Director do Jornal Expansão, João Armando, recordou que o objectivo do fórum é discutir do contributo do ANGOSAT-2 e avaliar a capacidade das telecomunicações no país, para aumentar a cobertura e a tornar mais acessível.

"Espero que os serviços via satélite cheguem às zonas recônditas do país de forma mais célere, de modo a melhorar os serviços de saúde e educação. O projecto vai ajudar os operadores no mercado. Sem digitalização o país não se desenvolve”, destacou.

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