Política

Angolanos nos EUA ansiosos por votar nas eleições de 2022

A comunidade angolana nos Estados Unidos da América (EUA) aguarda com expectativa pelas eleições gerais de 2022, que contarão, pela primeira vez, com o voto da diáspora.

19/09/2021  Última atualização 07H43
Embaixador de Angola fala da preparação das condições para os angolanos nos EUA votarem © Fotografia por: DR
Em entrevista, na sexta-feira, à Angop, o embaixador de Angola nos EUA, Joaquim do Espírito Santo, disse que a comunidade já começou a receber informações da Embaixada sobre o processo de organização do pleito.

O diplomata informou que a Missão Diplomática tem mantido encontros com a comunidade, "no sentido de prepará-la e prestar todas as informações necessárias, de modo a que, quando chegar o momento, possa votar”.

O voto dos cidadãos angolanos na diáspora vai ser efectivado, pela primeira vez, nas próximas eleições, desde 1992, fruto da revisão constitucional feita pelo Parlamento, sob iniciativa do Presidente da República, João Lourenço.

Angola já realizou quatro pleitos eleitorais, em 1992, 2008, 2012 e 2017, todos sem a participação da diáspora.
"As mesas de voto serão montadas nos locais que são território angolano, para que os angolanos se possam sentir livres para exercer o direito de voto que a Constituição consagra”, afirmou o embaixador, sublinhando que a expectativa da comunidade sobre as eleições é grande.

Salientou que a Embaixada angolana nos EUA cobre muitos países na região e clarificou que para o processo eleitoral ocorrer em todos eles requer a existência de instalações físicas nos mesmos, algo que ainda não acontece neste momento.
"Tivemos, quinta-feira, uma reunião virtual com o ministro da Administração do Território, que baixou orientações e prestou informações importantes que vão permitir às missões diplomáticas e consulares organizarem o processo eleitoral da melhor forma possível, para que possa haver maior participação da comunidade angolana no exterior”, explicou Joaquim do Espírito Santo.

A Embaixada de Angola nos EUA estima em mais de sete mil o número de cidadãos angolanos residentes na região da América do Norte.


  Presidente João Lourenço aguardado em Washington
O Presidente da República, João Lourenço, viajou na manhã de ontem para Washington, EUA, onde é homenageado, amanhã, pela Fundação Internacional para a Conservação do Ambiente (ICCF), pelo envolvimento em iniciativas de defesa ambiental. Depois parte para Nova Iorque, onde participa no debate anual da Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Na gala de homenagem da ICCF está previsto um discurso do Presidente João Lourenço, na presença de altas figuras da política local e internacional, com realce para o homólogo colombiano, Iván Duque Márquez, e numerosos congressistas.
O embaixador de Angola nos EUA confirmou, igualmente, a presença de membros do Congresso, da Administração Biden, empresários americanos e de representantes de Organizações Não-Gocernamentais (ONG).

A ICCF é uma fundação educacional apartidária com sede em Washington, cuja missão é "promover a liderança dos EUA na conservação internacional, por meio de parcerias públicas e privadas e desenvolver a próxima geração de líderes conservacionistas no Congresso dos EUA”.

A Angop apurou que durante a gala anual da ICCF será assinado um memorando de entendimento entre o Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente e a "African Parkes”. Trata-se de uma ONG fundada em 2000 e sediada em Joanesburgo, África do Sul, que administra parques nacionais e áreas protegidas em todo o continente africano, em colaboração com governos e comunidades vizinhas.

No mesmo dia, o Presidente João Lourenço participa numa mesa-redonda sobre investimentos em Angola, iniciativa da Câmara de Comércio Estados Unidos da América-Angola, onde falará aos empresários americanos, aos quais vai transmitir uma mensagem sobre as oportunidades de negócio no país.

Na ocasião, será assinado um memorando de entendimento com a "Sun Africa”, empresa de energias limpas, soube a Angop. Está prevista a presença da secretária do Comércio dos Estados Unidos, Gina Raimondo, que fará uma breve intervenção.


No último dia da visita à Washington, João Lourenço visitará o Museu de História Afro-Americana, onde vai encontrar-se com descendentes de escravos idos de Angola há mais de 400 anos que se estabeleceram na região da Virgínia, com participação relevante na conformação do que hoje se conhece como os EUA.

O Chefe de Estado parte, depois, para Nova Iorque, onde vai proferir um discurso na tribuna da Assembleia-Geral das Nações Unidas, sendo o quinto orador do dia, depois dos líderes da África do Sul, Guyana, Botswana e Cuba.

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