Cultura

Angolanos destacam-se em engenharia biomédica na Rússia

Paulo Mateia, de 28 anos de idade, e Vieira da Costa Fuxi, 31, são dois angolanos na Rússia formados em Engenharia Biomédica e que se tornaram destaque pela publicação de um artigo científico baseado na electrencefalografia – exame cujo objectivo é colher informações sobre patologias cerebrais.

29/08/2021  Última atualização 08H20
Angolanos na Rússia formados em Engenharia Biomédica © Fotografia por: DR
O documento, escrito em colaboração com dois outros especialistas em biomedicina de nacionalidade russa e que pode ser lido em língua portuguesa, inglesa e russa, seguindo a hiperligaçãohttp://www.ivdon.ru/ru/magazine/archive/n7y2021/7102, foi publicado, em Julho deste ano, no jornal on-line de engenharia de Rostóvia do Dom, província daquele país europeu.

Falando ao Caderno Fim-de-semana, Vieira da Costa explica que o artigo tem como tema "Identificação das características locais do sinal do electroencefalógrafo usando uma rede neural artificial”, debatendo a aplicação de algoritmos baseados em redes neurais artificiais, ao trabalhar com sinais não estacionários, com particularidade biomédica, e o sinal do electroencefalógrafo para detecção e processamento de características locais do sinal.

"Falando numa linguagem mais comum, o electroencefalograma é um aparelho cujo objectivo é colher informações sobre patologias cerebrais, como por exemplo epilepsias, disfunção de sono, dificuldades de assimilação, alzheimer, entre outras doenças patológicas cerebrais”, refere.

O jovem que se encontra na Rússia desde 2014 considera a engenharia biomédica como uma área de actualidade que quase todo médico deve conhecer a fim de dominar os aparelhos em uso na medicina. O objectivo, segundo disse, é perceber a calibração e reparação de aparelhos como os de imagiologia, análises laboratoriais, tomografia computorizada, raio X, hemograma, entre outros.

Natural do Quiculungo, província do Cuanza Norte, Vieira da Costa foi àquele país como bolseiro do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE) para estudar Medicina Geral, tendo iniciado a sua formação em 2015. Por sua vez, Paulo Mateia, natural do Huambo, chegou à Rússia em 2016, também como bolseiro do Estado angolano.

Fruto das poupanças que fizeram com o valor mensal da bolsa, os dois jovens decidiram investir numa segunda formação, optando pela Engenharia em Biomedicina. "Agora que terminamos a nossa formação, pretendemos regressar ao país o mais breve possível. Estou livre, não tenho compromisso com qualquer empresa. Por isso quero voltar e dar o meu contributo como filho de Angola”, afirma Vieira da Costa.

Vladimir Prata

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Cultura