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Angola vai crescer 3,5% este ano - Fitch Solutions

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A consultora Fitch Solutions considera que a economia angolana vai crescer 3,5% este ano, o ritmo mais rápido desde 2014, mas depois abrandará para 1,8% em 2023 devido à quebra no petróleo.

25/09/2022  Última atualização 10H43
© Fotografia por: DR | Arquivo

"O forte crescimento de Angola este ano dificilmente vai prolongar-se para 2023, já que a produção petrolífera deverá regressar à tendência decrescente", lê-se numa análise às maiores economias da África subsaariana, região que deverá ver o PIB deste ano expandir-se 3,3%, abrandando face aos 4,4% do ano passado.

"Prevemos uma redução do crescimento na África subsaariana este ano, num contexto em que a inflação elevada limita a despesa das famílias e uma procura externa em abrandamento influencia as exportações", dizem os analistas desta consultora detida pelos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings citados pela Lusa.

Na análise, enviada aos clientes, a Fitch Solutions diz que "em 2023 o crescimento deverá aumentar para 3,7%, com as pressões sobre os preços a abrandarem e a procura da China a recuperar".

Sobre Angola, os analistas escrevem que "o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acelerou de 2,4% no último trimestre do ano passado para 2,6% no primeiro trimestre deste ano, parcialmente impulsionado pelo sector petrolífero".

Até final do ano, a expansão do PIB deve acelerar, levando o conjunto da riqueza nacional a aumentar 3,5%, o crescimento mais rápido desde 2014, essencialmente "à custa de ganhos maiores no sector petrolífero, devido à aceleração da produção em vários pequenos projectos operados pela TotalEnergies e pela BP, que potenciam as exportações".

Para este ano, a Fitch Solutions antecipa que a inflação baixe de 25,7%, em 2021, para 20%, o que "abranda a pressão sobre o poder de compra nos consumidores", mas alerta que, apesar da descida da inflação para 14% no próximo ano ser positiva para as despesas dos consumidores, a previsão é que a produção petrolífera baixe 3,5% devido ao crónico desinvestimento e à secagem dos poços, o que fará com que o crescimento do PIB real abrande para 1,8% em 2023".

 

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