Política

Angola vai assumir a presidência do Conselho de Paz e Segurança da UA

Angola vai assumir, a partir do próximo mês, a presidência rotativa do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, órgão decisório da organização para a prevenção, gestão e resolução de conflitos no continente.

15/06/2024  Última atualização 09H00
Embaixador Bembe durante a participação na reunião do Conselho de Paz e Segurança da UA © Fotografia por: Dombéle Bernardo | Edições Novembro

A informação foi avançada, ontem, pela Embaixada de Angola na Etiópia e Missão Permanente Junto da União Africana (UA), em nota enviada à Redacção do Jornal de Angola.

O embaixador de Angola naquele país e representante permanente junto da União Africana, Miguel Bembe, participou, ontem, na reunião daquele órgão, dedicada ao futuro das Operações de Apoio à Paz lideradas pela UA, que aprovou o Projecto da Agenda de Trabalho do Conselho de Paz e Segurança para o mês de Julho, proposto por Angola.

Durante este encontro, orientada pela representante permanente do Uganda junto da União Africana, na qualidade de presidente do órgão neste mês de Junho, Rebecca Amuge Otengo, o diplomata angolano apelou à União Africana e às Nações Unidas a intensificarem esforços no sentido de facilitar a implementação da resolução sobre as operações de paz em África.

Miguel Bembe referiu que esta resolução representa um marco importante para o financiamento das Operações de Apoio à Paz da União Africana. Lamentou a situação de alguns países africanos que enfrentam conflitos armados e crises humanitárias, situação que disse tornar imperativa a implementação eficaz e célere da referida resolução, assim como permitir que os mecanismos de financiamento sejam activados de forma a responder às necessidades imediatas e emergentes das operações de paz no continente africano.

"Este compromisso é essencial para reforçar a capacidade da União Africana responder, de forma eficaz, aos conflitos no continente, garantindo a paz e a segurança para os nossos povos", destacou Miguel Bembe, para quem esta iniciativa representa um passo determinante e decisivo para consolidar uma parceria de colaboração entre a União Africana e as Nações Unidas.

O embaixador de Angola na Etiópia acrescentou que, apesar dos avanços alcançados, Angola considera que a implementação desta resolução apresenta obstáculos, designadamente a necessidade de definir as modalidades operacionais para assegurar o financiamento das Operações de Apoio à Paz da UA. "A complexidade dos processos de coordenação entre as diversas entidades envolvidas, dentro da UA, com as agências da ONU, exige um esforço conjunto e contínuo, ao mesmo tempo que a evolução dos conflitos no continente africano requer respostas rápidas e eficientes, para a operacionalização desta resolução”, declarou o diplomata.

Entre as recomendações apresentadas por Angola, destaca-se uma atinente à criação de um Fundo de Emergência específico, financiado pelas contribuições avaliadas pelas Nações Unidas destinado a apoiar as Operações de Apoio à Paz da UA em situações de crise aguda, para garantir uma resposta rápida e eficiente às emergências de segurança no continente.

Faz, igualmente, parte das recomendações o apoio de Angola à realização, com urgência, de um retiro para reflectir sobre aquela resolução e o processo da sua operacionalização, cujo formato, composição e modalidades deverão ser definidos mais lá para frente.

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