Entrevista

“Angola tem tudo para poder marchar como quiser”

Influenciada pelo programa "Angola Combatente", aderiu à luta armada contra o colonialismo português aos 12 anos, juntando-se a um grupo de mais de 70 pessoas que chegaram à III Região Político-Militar, aberta pelo  Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Rodeth Gil, a pessoa de quem se fala, destapou o seu baú de memórias numa conversa, aberta e distendida, com o Jornal de Angola, durante a qual falou também do presente e do futuro de um povo que não tem necessidade de viver na condição de pobreza. "Nós temos possibilidades de ter as mínimas condições desde que estejamos unidos em torno da mesma ideia e da mesma ansiedade de acabarmos com a pobreza", afirmou Rodeth Gil. À leitura.

11/11/2018  Última atualização 15H54
Mota Ambrósio | Edições Novembro

Onde esteve no dia da proclamação da Independência?
Esta pergunta foi-me feita, há pouco tempo, quando vinha para o Jornal de Angola. Lembro-me muito bem, porque é uma data que me marcou muito, não só por ser da proclamação da Independência, mas também pela missão que estava a cumprir nesse dia.

Qual era a missão?
A direcção do partido, na voz do camarada Presidente Neto, deu-me a missão de cuidar do camarada Aníbal de Melo, que estava incomodado devido a um acidente de viação que sofreu. Ele estava acamado, por isso fui incumbida para o cuidar nesse dia.

Estava a cuidá-lo na condição de enfermeira?
Sim, como enfermeira militar. Nós tínhamos um posto médico na Vila Alice. Na altura, o MPLA acabava de entrar e toda a desconfiança era pouca.

O posto médico estava onde é hoje o Comité Provincial de Luanda do MPLA?
Estava no lado oposto. O posto médico funcionava praticamente como SAMM (Serviço de Assistência Médica Militar).

Como correu o trabalho nesse dia?
Eu estava a cuidar de um dos líderes do MPLA. Aníbal de Melo desapareceu fisicamente nesse dia. Acho que não aceitou a posição de imobilidade em que se encontrava e por não poder estar presente na cerimónia de proclamação da Independência. A dada altura, chamou-me para me dizer para ir a casa buscar os meus filhos, uma rapariga e um rapaz, porque, segundo ele, não deviam ficar sozinhos naquele dia. Eu fui, porque também era só atravessar a estrada para chegar a casa.
No regresso, com os miúdos, já não encontrei o chefe na sala onde o havia deixado. Fiquei à sua procura e, quando vou para a varanda, encontro-o estendido no chão. Atirou-se do primeiro andar da vivenda. Acho que ele não aceitou as condições físicas em que se encontrava e por não poder estar no acto de proclamação da Independência.

Já o encontrou morto?
Sim, já estava morto quando regressei ao local. Já não houve socorro. Procurei os camaradas Luísa Vastock, enfermeira chefe, Chamavo, Cassessa e  Muambaka. Os doutores Cassessa e Muambaka eram grandes médicos na guerrilha.

Ausentou-se durante quanto tempo?
Foram apenas dez minutos, porque vivia mesmo ao lado da casa onde cuidava do camarada Aníbal de Melo.

Durante o tempo que esteve com Aníbal de Melo conversaram bastante sofre o fim da colonização portuguesa em Angola, que estava prestes a acontecer?
Com o camarada Anibal de Melo conversei bastante enquanto cuidava dele. Ele sabia dos preparativos que estavam a ser feitos para a proclamação da Independência. Quando ouvíamos o barulho que vinha de Kifangondo, ele dizia "para quê esse tiroteio todo?" "Para quê esses obuses?" "É para não sermos independentes?" "Não vão conseguir!" Hoje, vamos ser independentes".

O acidente de viação ocorreu na Tanzânia ou numa zona da III Região Político-Militar?
O acidente de viação aconteceu na Tanzânia, onde o camarada Aníbal de Melo era representante do MPLA. No dia do acidente esteve com o camarada Afonso Van-Dúnem "Mbinda", que era quem conduzia a viatura. Comecei a cuidar do camarada Aníbal de Melo seis dias antes da proclamação da Independência.

Rodeth Gil deixou de ter, há anos, vida pública, depois de ter deixado de exercer o cargo de secretária de Estado dos Assuntos Sociais. O que faz, actualmente?
Fiquei à frente da Secretaria de Estado dos Assuntos Sociais durante 12 anos - de Março de 1980 a Abril de 1992. Por ter achado que já estava há muito tempo a dirigir um sector e estar convicta de que o sector já poderia ser liderada por uma outra pessoa, decidi ter chegado a hora de deixar o cargo, decisão que transmiti ao Presidente José Eduardo dos Santos. Numa reunião do Conselho de Defesa e Segurança, o Presidente disse-me que eu não poderia deixar ainda a direcção da Secretaria de Estado dos Assuntos Sociais. Na reunião, decidiu-se que eu deveria criar as condições para que a Secretaria fosse elevada a Ministério, tendo em conta os passos significativos e a evolução que o sector conheceu. Deram-me um tempo e, antes do fim do prazo, foi criado o Ministério da Reinserção Social. Apresentei o documento que deu corpo à criação do Ministério. A partir daí, o Presidente aceitou a minha retirada.

Para onde foi?
Quis aprender a língua inglesa e ter uma outra formação que me permitisse dar outros passos a nível do conhecimento. O Presidente aceitou. Fui para a Inglaterra, onde fiz um ano de língua, no Metropole College e, depois, engenharia informática.

Quando desempenhou o cargo, Angola acolhia milhares de refugiados sul-africanos e namibianos, além de dar assistência a deslocados que, saídos das áreas de origem, procuravam refúgio nas capitais de província, onde havia maior segurança. Quais eram então as principais linhas de força da política de assistência social?
Neste período, o que, realmente, achava necessário era entrar em contacto e trabalhar directamente com as agências das Nações Unidas e mobilizar outras organizações humanitárias para apoiarem Angola. Participei em várias conferências internacionais. Numa reunião, no Ministério do Interior, o  Presidente José Eduardo dos Santos disse para mim: "a camarada Rodeth Gil, na qualidade de secretária de Estado dos Assuntos Sociais,  tem de ser agressiva para fazermos face à guerra que estamos a viver". Com esta “palavra de ordem”, redobrei os contactos com organizações internacionais, solicitando-lhes todo o tipo de apoio, em medicamento, comida e material de ensino. Com o amparo das FAPLA, tínhamos a certeza absoluta de que, nas zonas onde estavam deslocados e refugiados, o inimigo não poderia pisar. E não conseguiu mesmo, porque o próprio povo estava também munido de meios de segurança. Tivemos problemas, de Cabinda ao Cunene, mas não faltou comida nem medicamento. E as escolas foram lançadas, algumas mesmo debaixo de árvores. Mas havia sempre aulas.

Que legado acha ter deixado na Secretaria de Estado dos Assuntos Sociais?
Quando assumi a liderança da Secretaria de Estado dos Assuntos Sociais encontrei apenas três assistentes sociais. Para trabalhar com deslocados, com população vulnerável, o quadro social é fundamental. Encontrei os camaradas José António Martins, Maria da Luz e Teresa Rocha. Quando cheguei à secretaria, o primeiro trabalho que fiz, para poder conhecer melhor o sector, foi lidar com o pessoal de base, desde o trabalhador da limpeza ao estivador, até chegar ao director nacional. Quando entrei houve aquela linguagem de que ela não é doutorada, não tem curso superior, por isso não vai conseguir dirigir. Não se falava disso dentro do serviço. Mas algumas pessoas alheias ao sector especulavam. Afinal, fomos bem sucedidos.

Fiquei com a impressão, no dia em que acertámos a realização da entrevista, de que, ultimamente, a prática da agricultura é um dos seus afazeres. Está a praticar agricultura familiar ou empresarial?
(risos)Quero praticar agricultura familiar. A agricultura empresarial requer pessoal e meios. Não temos meios.  Estou a tentar fazer agricultura familiar, mas também preciso de meios. Quando ligou para mim, estava a lutar para pôr o meu tractor a andar. Não consegui porque está com problemas na bomba injectora. Eu frequentei, como militar, um curso de mecânica, por seis meses, - é muito pouco tempo  -, por isso gosto de estar ao lado dos mecânicos para acompanhar o trabalho.

Ainda acredita na máxima de Agostinho Neto, segundo a qual "a agricultura é a base e a indústria o factor decisivo"?
Sempre digo que não podemos substituir esta palavra por qualquer palavra nova que seja. Não foi em vão que Agostinho Neto lançou esta palavra de ordem. O presidente Neto tinha experiência. O povo em geral sabe que, sem a agricultura, não se pode viver.  Como é que se pode dizer que, para acabar com a fome, você deve levar a vida a comprar (importar)?

A maioria dos angolanos continua mergulhada na pobreza 43 anos depois da Independência. Do ponto de vista de execução, o que faltou ao Programa Maior do MPLA?
Não gostaria de fazer grandes comentários sobre esta situação. Não gosto de “chorar sobre o leite derramado”. Devemos pensar que para a frente é o caminho. Se cometemos erros, vamos colocar os erros no passado. Devemos estar é com a actual direcção do Governo e do partido para fazermos o melhor. Angola não é pobre. Ainda ontem ouvi que, no Curoca, província do Cunene, foi descoberto granito negro. O que nós precisamos é pôr as nossas cabeças a funcionar. O camarada Agostinho Neto dizia "por onde não passa o seu braço, põe lá o seu miolo". Se o nosso braço não entra num buraco, a nossa inteligência pode entrar.

Com que sentimento fica quando sai à rua e vê que, na prática, alguns dos motivos pelos quais milhares de pessoas da sua geração lutaram contra o colonialismo português ainda estão presentes na vida de cidadãos de um país potencialmente rico?
Eu diria que a palavra independência diz tudo. Se compararmos o homem escravo e o homem independente, o homem independente tem tudo para poder marchar como quiser. É só uma questão de utilizar a inteligência e saber o que quer para o seu futuro. Nós temos possibilidades de ter as mínimas condições desde que estejamos unidos em torno da mesma ideia, da mesma ansiedade de acabarmos com a pobreza. Os angolanos não têm necessidade de viver na condição de pobreza.

O MPLA teve uma forte presença no leste de Angola, tendo, por esta razão, arrastado para as suas fileiras centenas de jovens locais, que participaram na luta armada pela Independência Nacional. Rodeth Gil integrou um grupo de 79 pessoas, entre as quais quatro mulheres. Conte-nos, de forma sucinta, o percurso deste grupo.
Este grupo mobiliza-se a partir de Teixeira de Sousa (actual Luau, no Moxico), em 1962. O chefe da equipa que incentiva este grupo de criancinhas é um camarada que era administrador na era colonial em Malanje, a quem chamávamos “padrinho Miguel”. No grupo não havia ninguém com mais de 20 anos. Eu tinha 12. O chefe da equipa encontrou uma forma de retirada deste grupo de Teixeira de Sousa, fazendo-o atravessar a fronteira, para entrar no Congo Kinshasa e dali para a Zâmbia, onde se encontrava o camarada Aníbal de Melo como representante do MPLA. A ansiedade era de luta para a libertação nacional. Uma pessoa não livre não consegue trilhar outras ideias. Esta equipa de 70 e tal camaradas foi recebida pelo camarada Aníbal de Melo e, depois, pelo Presidente Neto. O grupo foi abrir depois a III Região Político-Militar.

Quem são as outras mulheres?
São as camaradas Maria Fátima, Alice Guilherme Wandundu, minha prima, já falecidas, e Amélia, mulher do camarada Jamba Yamina. A camarada Amélia era a mais velha do grupo.

Uma criança de 12 anos já tinha consciência política?
Uma criança de 12 anos daquele tempo não é igual a uma criança de hoje. O facto de ser filha de pastor contribuiu para que tivesse a capacidade de ter esta noção. Os pastores deram um impulso maior à luta armada contra o colonialismo português e entendiam a palavra liberdade.

A III Região Político-Militar não foi aberta por Daniel Chipenda?
Não é verdade! Foi aberta pelo Presidente Neto. O Daniel Chipenda vem depois. Este grupo do Chipenda, do qual faço parte, é dirigido pelo próprio Presidente Neto. Encontrámos na zona que já estava aberta os camaradas Dilolwa, Petroff, Ngakumono e um outro camarada que depois vai para a facção Chipenda. Com a entrada destes camaradas, houve uma mobilização massiva de jovens na Zona A, da III Região Político-Militar. Houve o primeiro curso no CIR - Centro de Instrução Revolucionária. O primeiro curso termina com a participação de muita gente. Estes depois são espalhados por várias zonas e abriram a IV Região Político-Militar.

“João Lourenço é um líder que quer a honestidade de toda a gente”

Como aderiu à luta pela Independência Nacional?
Ouvindo o "Angola Combatente". Aliás, foi este programa que incentivou a ida para a guerrilha deste grupo de mais de 70 adolescentes. Entregamo-nos a um movimento sério que lutava pela Independência Nacional.

A presença feminina fez a diferença em algumas das etapas da luta armada?
Havia muitas mulheres, algumas das quais tinham como tarefa principal fortalecer a retaguarda dos combates e assegurar a logística. Outras serviam como guias. Foi muito importante a participação das mulheres.

Apenas ficou na III Região Político-Militar?
Só estive na III Região. Comandei depois um sector que estava próximo da IV Região. O meu marido, Henrique Gil, e o camarada Kumbi Diazabu foram os dois comandantes na abertura da IV Região.

Acha que as revoltas do Leste e Activa, duas facções que surgiram no MPLA, refrearam, até certo ponto, o ímpeto da resistência armada desencadeada pelo MPLA?
Estremeceu um bocadinho! Uma pessoa que vê as suas ideias reprovadas pela maioria fica sempre sozinho. A maioria reprovou as ideias  dos mentores das duas revoltas.

Há uma interligação entre a Revolta do Leste e a Revolta de Jibóia? Ou seja, são a mesma coisa? 
São a mesma coisa. O Chipenda também queria ter o seu partido, por insatisfação, quando vai para o leste.

Acompanhou por perto o desenrolar da Revolta do Leste?
Quando aconteceu a revolta do Chipenda, eu já estava, há um mês, na Tanzânia, por orientação do Presidente Neto. Foi num ano em que o Presidente Neto retirou muitas crianças da guerrilha para mandá-las para vários países socialistas a fim de estudarem. Quando o Presidente Neto sai do maquis para a Tanzânia, já havia um tumulto muito grande no leste. O MPLA estava dividido entre MPLA Chipenda e MPLA Neto. Quando chegou à Tanzânia, Neto convocou uma reunião, na qual disse que "o MPLA estava dividido, mas não podemos chamar MPLA Chipenda. É Revolta Chipenda". O Neto disse ainda que quem quisesse juntar-se à Revolta Chipenda, podia ir. E quem quisesse ficar com a direcção do movimento, podia ficar. Houve uma explosão muito grande dos militantes presentes. Ninguém queria ouvir falar na Revolta Chipenda. O MPLA entrou em Angola vitoriosamente. O MPLA Chipenda entrou com dúvidas. Não teve militantes. Se tivesse militantes, teria tido pelo menos uma sede numa província. A derrota do Chipenda começou no próprio leste. Quando se utilizava a linguagem Revolta do Leste, o pessoal do leste dizia "alto aí, Revolta Chipenda, sim, e não Revolta do Leste" O leste não aderiu. E os que aderiram à Revolta Chipenda foram  maioritariamente indivíduos do sul, o que deu a entender que o Chipenda defendia o regionalismo. O Chipenda começou a perder credibilidade por este tipo de atitude. Os indivíduos do leste aceitaram ficar com a direcção do MPLA, liderada pelo camarada Neto.

Mas o comandante "Jibóia" foi do leste. Conheceu-o?
Conheci-o. Mas quem era o "Jibóia" para influenciar o povo do leste?

Lembra-se de quando veio a Luanda?
Eu fui destacada para a província do Bié. Por determinação do Presidente Neto, os camaradas Lúcio Lara e Joaquim Kapango foram buscar-me ao comando onde estava no leste para me colocarem no Bié para comandar as FAPLA e ser coordenadora da Comissão Directiva do MPLA no Bié.

Antes da Independência?
Sim, antes da Independência. Foi quando o MPLA entrou nas cidades.

Quando é que chega a Luanda?
Cheguei a Luanda em 1976 porque vim em busca de armamento.

No início da entrevista, disse-me que esteve a cuidar de Aníbal de Melo na véspera da Independência.
Depois da Independência, eu saí de Luanda. E regressei várias vezes à capital. Em Junho de 1975, assumo a responsabilidade do MPLA e das FAPLA no Bié. Faço depois vai-e-vem em busca de meios bélicos a Luanda. Quando o Bié foi atacado e o Huambo tomado, vinha a Luanda buscar material bélico.

Como vê o actual estado do país?
O camarada João Lourenço encontrou uma Nação com dificuldades, num momento de grande crise financeira. A força, a vontade e a determinação com que ele começou a trilhar a direcção da Nação dão-me uma esperança muito grande de que as dificuldades vão ser vencidas. É um líder que quer, primeiro, a coragem de toda a gente, a honestidade de toda a gente e que as pessoas se sintam responsáveis pelas suas acções como angolanos.

Vai conseguir corrigir o que está mal logo no primeiro mandato?
Juntos com ele vamos conseguir corrigir o que está mal. Tudo tem sempre um fim. O que está mal terá também um fim. A escravatura teve o seu fim. Esta palavra de ordem é muito encorajadora para toda a gente. Cada angolano deve empenhar-se para corrigir o que está mal.

Muitos antigos combatentes e veteranos da Pátria não têm uma vida digna. Não lhe dói o coração quando se encontra com antigos companheiros de arma que lamentam a triste vida que têm? 
É um problema que se arrasta há anos. Sempre houve reclamações. Não gostaria de dizer que o assunto vai ser resolvido de imediato. Se tivesse havido maior atenção, o ideal seria capacitar estes antigos combatentes com meios de sobrevivência, porque Angola tem muita terra arável. Se a agricultura é a base, eles teriam que trabalhar a terra. O Governo tem que fazer alguma coisa pelos antigos combatentes.

PERFIL

Rodeth Teresa Makina Gil nasceu no Cuito, Bié, mas passou os primeiros anos da sua infância na Lunda, onde o pai era pastor. Quando tinha 4 anos perdeu o pai e, dois anos depois, a mãe. Criada pelos tios, irmãos da mãe, Rodeth Gil cresceu na Missão de Lucinda, vila Teixeira de Sousa, actual Luau, província do Moxico, de onde partiu, aos 12 anos, para a guerrilha, juntando-se ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), em 1962. Aprendeu enfermagem na guerrilha, formação que a levou a fazer Medicina, após deixar o cargo de secretária de Estado da Assistência Social. Desistiu no segundo ano, por não ter conseguido encarar uma situação que foi "ver um cidadão morrer e não o poder salvar". Além do francês, fala inglês, língua aprendida no Metropole College, na Inglaterra, em cujo país se formou também em engenharia informática. Rodeth Gil é membro do Comité Central e da sua Comissão de Disciplina e Auditoria. Está, actualmente, ligada à Imprensa Nacional, onde exerce o cargo de administradora não executiva. A antiga secretária de Estado dos Assuntos Sociais trouxe ao mundo quatro filhos - três meninas e um rapaz. Uma das meninas faleceu há vinte anos.

 

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