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Angola sem registo de casos de varíola dos macacos

JA Online

Angola não regista, até à data, casos de varíola dos macacos, sendo que o caso suspeito testou negativo para doença, asseguraram esta sexta-feira, em Luanda, as autoridades sanitárias do país. Saiba tudo sobre a doença que se espalha um pouco pela Europa.

11/06/2022  Última atualização 10H43
© Fotografia por: DR | Arquivo

A directora do Instituto de Investigação em Saúde, Joana Morais, esclareceu que em relação ao caso suspeito, trata-se de um cidadão estrangeiro que apresentou sintomas similares ao da gripe e que tinha histórico de passagem com elevado número de casos varíola dos macacos.

"As amostras foram enviadas para África do Sul no dia 20 de Maio e rapidamente foram descartados”, tranquilizou a responsável, sublinhando que o país vai receber, nos próximos dias, os reagentes necessários para o diagnóstico da doença.

Sobre a varíola do macacos

O que é e como se transmite a doença?

Foi descoberta pela primeira vez em 1958, quando dois surtos de uma doença semelhante à varíola ocorreram em colónias de macacos utilizados para pesquisas - daí a associação aos macacos e o nome "Monkeypox".

O primeiro caso humano foi registado em 1970 na República Democrática do Congo, durante um período de esforços intensos para eliminar a varíola.

Este vírus transmite-se através do contacto com um animal ou com uma pessoa infectada ou com material que esteja contaminado.

A transmissão entre humanos ocorre principalmente através de grandes gotículas respiratórias, sendo para isso necessário um contacto prolongado, mas também através de fluidos corporais.

O Monkeypox é considerado um vírus de transmissibilidade moderada entre humanos.

Quais os sintomas da infecção?

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, arrepios de frio e exaustão, desenvolvendo-se ainda uma erupção cutânea.

O período de incubação é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21. Quando a crosta cai, uma pessoa deixa de ser infecciosa.

Qual a gravidade da doença?

A sua manifestação clínica é geralmente leve, com a maioria das pessoas infectadas a recuperar em poucas semanas, mas o ECDC alerta que as pessoas imunocomprometidas estão especialmente em risco de ter doença grave provocada por este vírus.

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