Sociedade

Angola registou mais de 18 mil casos de gravidez precoce

A minstra da Acção Social Família e Promoção da Mu-lher, Faustina Alves, disse, no Dundo, capital da Lunda-Norte, que 18.611 meninas, dos dez aos 19 anos de idade, engravidaram-se na adolescência em 2021.

18/05/2022  Última atualização 09H00
© Fotografia por: DR

Baseando-se em acordo da Direcção Nacional de Saúde Pública, Faustina Alves, que prestou a informação durante a abertura do Workshop sobre  " Gravidez e Casamento precoce", promovido no âmbito do Dia Internacional da Família,  assinalado a 15 do corrente mês, considerou que os efeitos, culturais regionais, comportamentos e práticas locais estão na base do fenómeno que colocam em risco o futuro de inúmeras raparigas em Angola.

A ministra afirmou que em certas regiões do país, a gravidez e casamento precoces, se tornaram numa prática normal. Além do atraso ou abandono escolar, as principais consequências da gravidez precoce, estão na restrição da mobilidade, liberdade das crianças,  incluindo atitudes que levam à prostituição,  propiciando os prevaricadores, tráfico de seres humanos e trabalho infantil forçado, alertou a ministra

O Workshop foi realizado com a intenção de analisar a situação dos casos de gravidez e casamento precoces na Lunda-Norte, e não só, e visou, segundo a ministra,  chamar a atenção à sociedade, autoridades tradicionais e religiosas para, a partir das casas,  jangos e igrejas,  começarem a transmitir a importância do resgate de valores familiares.

A governante acredita que com o dois painéis que o Workshop abordou na Lunda-Norte, como o Impacto da Gravidez precoce no Desenvolvimento Psicossocial da Rapariga, Gravidez e Casamento Precoce como violação dos Direitos da Criança, estão lançadas as bases para a elevação do nível de consciência das pessoas. 

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