Economia

Angola regista 9,1 milhões de empregos

Massoxi Paxe

Jornalista

O país conta com 9,1 milhões de empregos e 14,1 milhões de pessoas em idade activa, disse, ontem, em Luanda, o pesquisador do Centro de Estudos Africano da Universidade Católica de Angola (UCAN), Cláudio Fortuna.

30/11/2023  Última atualização 07H45
Pesquisador da UCAN, Cláudio Fortuna (primeiro à direita) © Fotografia por: Francisco Lopes|Edições Novembro
Durante a Conferência Nacional sobre Recursos Naturais em Angola uma Bênção para Todos, que abordou o tema "Desafios Económicos com foco no Desemprego Juvenil em Zonas de Exploração Mineira", o pesquisador disse  que os estudos trazem dados de 2023, e tiveram como base o relatório do Banco Mundial que determinou dos  9,1 milhões de empregos existentes em Angola, 55 por cento  das pessoas exercem actividades independentes, dez por cento familiar, sete por cento empregador, 20 por cento privado e 11 por cento pública.

Na ocasião, referiu igualmente que em termos percentuais e gerais, no tocante ao número de desempregados no país,  22 por cento de jovens encontram-se em situação  laboral instável.

Durante a conferência, o académico salientou que, dos 3,5 milhões de empregos criados, em dez anos, 2,7 milhões foram desenvolvidos nos sectores da Agricultura e do Comércio.

Para ele, os principais promotores do crescimento do emprego no país registaram "baixo desempenho” a nível macroeconómico.

A nível macroeconómico disse, o crescimento económico é em grande parte impulsionado pelo número de trabalhadores e deve ser estimulado pela produtividade, gerada por trabalhadores mais qualificados e pela tecnologia.

Cláudio Fortuna sugeriu a implementação de centros de formação profissional e Institutos médios em todas as províncias com base no seu potencial económico para dar resposta satisfatória e a curto prazo à demanda de cada sector de recursos naturais presente no mercado.

"Um sector privado diversificado e produtivo pode gerar mais empregos e de qualidade rapidamente”, disse.

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