Política

Angola reforça investigação pesqueira para determinar os recursos marinhos

Isaque Lourenço

Jornalista

A cooperação entre Angola e a Noruega no domínio das pescas continuará a dar prioridade à investigação. Esta ideia foi avançada pela ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto dos Santos, para quem, até ao momento, o apoio recebido da Norue-ga na formação do capital humano tem sido determinante para o sucesso dos vários programas.

21/11/2022  Última atualização 08H15
Nos últimos anos, o Executivo tem investido na formação de especialistas em ciências do mar © Fotografia por: DR
A ministra disse que o estudo ao manancial piscatório existente nos mares do país deverá continuar a contar com esta parceria.

A presença da Noruega na costa angolana data de 1985, altura em que os países decidiram pela realização anual de cruzeiros de investigação, com o objectivo de determinar a abundância dos principais recursos e relaccionar a dinâmica com os desafios ambientais.

Contudo, é desde 2018 que essa parceria ficou mais fortalecida com a chegada do navio "Baía Farta". Antes, em Outubro de 2017, foi o navio norueguês de investigação pesqueira "Dr. Fridtjof Nansen", operado pela Universidade de Bergen e o Instituto de Investigação Marinha da Noruega, apoiados pelo Fundo das Nações Unidas para Agrocultura e Alimentação (FAO).

Números da produção do país, em 2021, partilhados pela ministra Carmem dos Santos indicam uma cifra de 550 mil toneladas de pescado diverso, das quais 70 por cento do segmento industrial e 30 por cento da pesca artesanal.

Em 2020, os indicadores estimaram a produção de pescado em 380 mil toneladas. A produção da aquicultura angolana cobre apenas 5,0 por cento do consumo nacional.

Estes números agradam o sector, mas mantêm o foco de que é possível melhorar e dentro de uma estratégia de valorização da economia azul. Este é um domínio de que Angola pretende aproveitar as mais-valias da cooperação com a Noruega.

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