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Angola recupera 44 doentes de Covid-19 em 24 horas

Nas últimas 24 horas, o país não teve registo de óbito associado à Covid-19 e 44 pessoas ficaram livre da doença, informou, ontem, em Luanda, o secretário de Estado para Saúde Pública.

16/08/2020  Última atualização 00H10
Edições Novembro| Arquivo © Fotografia por: Secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda.

Franco Mufinda disse que os recuperados têm idades que varia entre 22 e 89 anos, todos da província de Luanda. Informou que, ainda ontem, foram detectadas 27 novas infecções, destes 24 em Luanda e três na província de Benguela, importados da capital do país. Dos 27 casos positivos da Covid-19, 17 são mulheres e dez homens, com idades entre um e 66 anos.

Luanda detém o maior número de infecções e os casos reportados foram detectados nas localidades de Belas, Talatona, Maianga, Ingombota, Viana, Samba. O número de óbitos mantêm-se em 86. Franco Mufinda, que interveio no habitual ponto situação da Covid-19, no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, disse que com os dados anunciados, Angola tem um acumulado de 1.879 casos confirmados, dos quais 1.165 doentes internados.

O governante esclareceu que dos 1.165 doentes activos, três estão em estado crítico com ventilação mecânica invasiva, 25 em estado grave, 25 moderados, 20 leves e 1.092 assintomáticos. Nas últimas 24 horas, foram processadas, por RT-PCR, 95 amostras, sendo 27 positivas e 68 negativas. O total de testes realizados, até à data, passa para 49.095. Destes 1.879 positivas e 47.216 negativas.

O secretário de Estado referiu que o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) recebeu 65 chamadas, das quais uma denúncia de caso suspeito e 64 pedidos de informação sobre a Covid-19. Na quarentena, foram dadas 62 altas, 20 em Luanda, 13 no Bié, oito no Cuando Cubango e igual número no Huambo, seis na Huíla, cinco em Cabinda, um em Malanje, mesmo número em Benguela.

Isolamento domiciliar

O secretário de Estado para a Saúde Pública informou que ontem deu-se início ao processo do isolamento e da quarentena domiciliar em todo o país dos assintomáticos, cujo seguimento clínico será realizada nos três primeiros dias. Franco Mufinda explicou que o isolamento domiciliar é reservado para as pessoas detentoras de testes positivo de Covid-19 e poderá coabitar com a sua família, ainda que os restantes membros não apresentem sintomas da doença.

“Neste processo deve haver o consentimento da família em aceitar conviver com um familiar nestas condições”, disse o secretário de Estado.
A quarentena domiciliar, esclareceu, aplica-se aos diplomatas e expatriados residentes em Angola, que de regresso ao país devem apresentar o teste pré embarque, feito 72 horas antes da chegada.

O governante disse que, em relação aos expatriados não residentes, os mesmos deverão observar a quarentena institucional, justificando que as medidas serão acompanhadas, desde a avaliação de risco, seguimento das pessoas até à alta médica por entidades sanitárias públicas.  Por essa razão, insistiu em congregar, neste processo, brigadas comunitárias de vigilância, constituído por um grupo de pessoas que vivem numa comunidade, como prédios, aldeia ou em bairros.

“A estes juntam-se as pessoas sob liderança da administração municipal, com o objectivo de vigiar o cumprimento das medidas de casos assintomáticos”.
Franco Mufinda disse que devem fazer parte das brigadas membros da comissão de moradores, agentes comunitários da saúde, líderes religiosos, associações juvenis e de mulheres. Tampodem se juntar a esta causa Organizações Não-Governamentais.

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