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Angola recebe nesta quarta-feira mais doses de vacinas doadas por Portugal

Diplomata pediu aos angolanos que se vacinem, alertando que o mundo só estará seguro quando estivermos todos imunizados

08/12/2021  Última atualização 09H27
© Fotografia por: DR
O embaixador português em Angola, Pedro Pessoa e Costa, anunciou, ontem, a chegada, hoje, a Luanda, de doses de vacinas contra a Covid-19 doadas por Portugal.


Sem avançar as quantidades, nem a designação das vacinas, Pedro Pessoa e Costa disse apenas esperar que se atinja, em breve, cerca de três milhões de doses oferecidas pelo seu país a Angola.


Segundo o diplomata português, as novas doações resultam de um "esforço” que Portugal tem vindo a fazer com Angola e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) para a imunização das respectivas populações, particularizando a população angolana.


"Dar é sempre bom, doar é sempre bom, doar aquilo que se precisa ainda é um gesto mais nobre, prevemos chegar em breve a 3 milhões de vacinas doadas ao povo angolano, esperando que elas sejam mesmo bem aplicadas”, afirmou.
Para Pessoa e Costa, que falava no final da visita que efectuou ao navio hidro-oceanográfico da Marinha Portuguesa "D. Carlos I”, atracado em Luanda desde segunda-feira, é importante que a população angolana saiba que a vacinação é a maneira mais eficaz de se combater o flagelo da Covid-19.


"E todos estaremos seguros quando estivermos vacinados, daí que peço aos angolanos que se vacinem”, exortou.
O cumulativo de pessoas vacinadas em Angola com uma dose é de mais de 6,9 milhões de pessoas, o que corresponde a uma cobertura de 44,27% da população alvo, e as que receberam a dose completa foram de mais de 3,2 milhões correspondendo a uma cobertura de 20,80%, segundo dados das autoridades angolanas até ao fim de semana.
Angola contabiliza, desde Março de 2020, mais de 65 mil casos positivos de Covid-19.


Questionado sobre o nível de aceitação dos certificados digitais angolanos em Portugal, Pedro Pessoa e Costa disse que a Embaixada, em Luanda, "não tem conhecimento de problemas maiores”, referindo que estes "dependem muito do tipo de vacinas que neles constam”.


"Estamos a trabalhar no sentido de um reconhecimento entre os dois países dos certificados digitais, sabemos que, nalguns casos, os certificados referem-se a vacinas que não estão ainda reconhecidas na União Europeia (UE)", apontou.
O embaixador português afirmou, igualmente, "que não tem tido sinais de problemas com certificados digitais”, recordando que, em muitos dos casos, o que é solicitado é a apresentação de um teste negativo de pré-embarque "como é feito também - e muito bem - em Angola”.


"E por isso algumas vezes há uma confusão entre as situações em que são exigidos os certificados digitais ou também as situações em que além do certificado digital é exigido o teste negativo. Creio que isso aconteceu pontualmente, mas a embaixada não tem conhecimento de problemas maiores”, assegurou.


Suspensão de voos


Em relação à suspensão de ligações aéreas da Europa para  alguns países africanos, devido à nova variante Ómicron, Pessoa e Costa considerou tratar-se de uma questão de segurança e saúde pública e não de falta de solidariedade para com os Estados afectados.


"Não há falta de solidariedade nesta situação. O que cada um dos Estados-membros faz é uma protecção por segurança e saúde pública. Angola também tomou esta decisão, creio ser uma decisão tomada em tempo certo, de se proteger limitando as ligações a alguns países”, observou.


Pedro Pessoa e Costa referiu também que "qualquer Estado tem por obrigação proteger-se a si e aos seus cidadãos com estas decisões que são tomadas” e "espera-se sempre que sejam temporárias em relação a alguns países ou cidadãos”.
"Foi o que Angola fez, é o que vários países fazem sempre que há uma situação que pode se tornar grave em termos de saúde pública”, rematou o diplomata.

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