Economia

Angola quer uma produção anual de 200 mil toneladas de mel

Joaquim Suami

Jornalista

Angola quer atingir, nos próximos anos, uma produção de 200 mil toneladas de Mel/ano, contra os actuais 23 mil, produzido pelas cooperativas de apicultura do país, afirmou, ontem, em Luanda, o secretário de Estado para cooperação in-ternacional e comunidades angolanas, Domingos Custódio Vieira Lopes.

06/10/2022  Última atualização 07H20
Ministro das Relações Exteriores, Téte António, na exposição © Fotografia por: DR



Domingos Lopes, que discursou na cerimónia da abertura da Feira do Cacau e Mel, que decorre no Palácio de Ferro, sob o lema " Os tesouros desconhecidos de Angola”, no quadro do programa da diplomacia económica, destacou que o fomento da cultura de mel, é uma actividade que tem vindo a ser desenvolvido de forma sustentável no seio dos apicultores, sem grandes constrangimentos ao meio ambiente natural e social para as comunidades angolanas.

Sem avançar a produção do cacau, o secretário de Estado, Domingos Lopes, indicou que este produto, possui uma grande importância económica para os países produtores, como para os consumidores, por constituir um ingrediente indispensável nas indústrias farmacêuticas e cosméticas.

Referiu que por ser um produto que proporciona receitas de exportação e rendimento para as famílias, o Governo de Angola vai continuar a garantir apoios às iniciativas das famílias produtoras e dos empresários que operam ao longo da cadeia de valor das duas culturas.

Acrescentou que o apoio do Executivo as famílias produtoras e empresários do sector vão cingir-se na criação de uma indústria chocolateira e da certificação de qualidade, com o objectivo de posicionar os produtos locais no mercado internacional.

"Queremos contar com o apoio com o apoio dos nossos parceiros internacionais, através dos seus financiamentos e know-how, para investimentos na produção do Cacau e Mel. O nosso país tem condições favoráveis que lhe permitem desenvolver a médio e longo prazo o sector agrícola e alcançar a tão almejada diversificação da economia”, disse.

O governante desafiou aos empresários nacionais e estrangeiros apostarem na produção agrícola, sobretudo do cacau e mel, por ser uma área pouco explorada. Para o corpo diplomático, segundo Domingos Lopes, Angola continua a contar com a parceria pública e privada para fazer face aos desafios da diversificação económica.

Na ocasião, o secretário de Estado para as Florestas, André de Jesus Moda, apontou que o Executivo está empenhado em apoiar as cooperativas, associações e famílias camponesas para alavancar o processo do fomento das culturas do cacau e mel em Angola. Segundo André Moda, Angola está aberta para cooperar com outros países do mundo, nos domínios da formação e de aquisição da tecnologia para dinamizar o sector Agrícola.

 

Simpósio sobre cacau

Durante o evento, que contou com a presença do corpo diplomático acreditado em Angola, foi realizado um simpósio que debruçou temas relacionados com a "Produção do Cacau em Angola”, "Relançamento da cultura de Cacau, experiência de Cabinda”, "Indústria transformadora em Angola” e "Forma de produção do Mel em Angola”. Participam na feira, 21 produtores do Cacau e Mel, das províncias de Bengo, Cabinda, Cuanza Norte, Cuanza-Sul, Bié, Huambo, Moxico e Luanda.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Economia