Economia

Angola quer reunir capacidades em operações de paz

Garrido Fragoso | Accra

Angola deve reunir maior capacidade para participar nas missões de paz internacionais e, de forma efectiva, na resolução de conflitos regionais, defendeu, ontem, em Accra, Ghana, o ministro das Relações Exteriores.

05/08/2021  Última atualização 08H15
© Fotografia por: DR
Téte António, que falava à imprensa no final da visita ao Centro  Koffi Annan, que se dedica à formação de  militares, polícias e  civis para Operações de Manutenção de Paz das Nações Unidas, informou que o país está interessado nos serviços da referida instituição, sobretudo para aumentar o nível  científico dos militares  angolanos engajados neste tipo de missões.

"Por dedicar capital  importância à  resolução de conflitos  na região, Angola tem de ter capacidade para  suportar a própria acção, evitando recorrer aos secretariados de organizações internacionais em busca de apoio técnico, se for chamado para certas responsabilidades de gestão  de conflitos", afirmou.

Téte António garantiu que Angola já possui  um "quadro legal" para integrar Missões de Manutenção de Paz, mas defende que o Exército angolano  deve aperfeiçoar, cada vez mais, o conhecimento  científico.
O ministro informou que foram feitos contactos exploratórios para o fortalecimento da cooperação entre  Angola e a direcção do  referido  centro.

Segundo o ministro, Angola e  o Ghana partilham posições comuns em relação à necessidade da segurança do Golfo da Guiné, daí ter salientado a importância da referida instituição na garantia de quadros para a protecção da   orla marítima internacional.

O  interesse de Angola pela instituição, sublinhou, surge pelo facto  de a mesma ter "grande capacidade" de formar quadros militares e civis, dotando-os de  capacidades em vários domínios, sobretudo em matéria de manutenção de paz e  de gestão e resolução  de conflitos.

"Procuraremos aproveitar as capacidades do centro em termos de preparação  de forças militares e policiais para as Operações de Manutenção de Paz", afirmou. Admitiu que nesta  cooperação  sejam os ghanenses a deslocar-se ao país, para minimizar os custos com a formação.

Balanço da visita

Sobre a visita de Estado do Presidente da República, João Lourenço, ao Ghana, o chefe da diplomacia considerou-a de "bastante positiva", salientando que os dois Chefes de Estado tiveram posições consensuais sobre as questões abordadas. "Todas as opiniões expressas pelo  Presidente João Lourenço foram bem acolhidas pelo   homólogo ghanense", afirmou o ministro, referindo-se, sobretudo, à questão defendida por João Lourenço, de África deixar de pensar ser potencialmente rica e passar a ser efectivamente rica.






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