Economia

Angola produz 1,18 milhões de barris por dia

A consultora Oxford Economics reviu a previsão de produção de petróleo em Angola, antecipando que o país consiga bombear 1,18 milhões de barris diários este ano, aumentando a produção pela primeira vez desde 2015.

22/06/2022  Última atualização 09H30
© Fotografia por: DR

"Prevemos que a produção de petróleo em Angola suba para 1,18 milhões de barris por dia em 2022, um aumento face aos 1,13 milhões de barris em 2021, mas a balança de riscos está desequilibrada negativamente, devido à possibilidade de mais problemas técnicos e de perturbações nas cadeias de oferta”, escrevem os analistas.

Num comentário aos números de Maio, enviado aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os analistas da Oxford Economics escrevem que a China, que representou 70 por cento das exportações de Angola no ano passado, será determinante para a evolução da receita petrolífera angolana, este ano.

"Os confinamentos relacionados com a variante Ómicron afectaram, adversamente, as exportações de petróleo, o que obrigou a Sonangol a vender carregamentos com um grande desconto”, apontam os analistas, vincando que, também, a Rússia é importante para a evolução das exportações de petróleo em An-gola, que valem cerca de 90 por cento do total.

"Angola enfrenta uma dura competição da China, que pode colocar ainda mais pressão nos preços do petróleo angolano”, já que a "Rússia está a vender petróleo barato num contexto de embargo ao petróleo russo por parte de outros países e, em Maio, a Rússia substituiu a Arábia Saudita como o maior fornecedor de petróleo à China”, diz a Oxford.

A produção petrolífera de Maio desceu ligeiramente em Angola, mas, no total dos primeiros cinco meses, o país conseguiu injectar 1,17 milhões de barris por dia, em média, o que representa um aumento de 1,9 por cento face ao período entre Janeiro e Maio de 2021, o que teve um impacto positivo nas Finanças Públicas e na taxa de câmbio.

"A produção mais estável e o elevado preço do petróleo originaram um fluxo de ‘petrodólares’ no ano passado, o que melhorou a taxa de câmbio e a qualidade do crédito soberano de Angola; a moeda angolana transaccionou à volta de 433 kwanzas por dólar nos últimos dias, o que representa uma forte inversão face ao pior período de Novembro de 2020, em que um dólar valia 660 kwanzas”, escreve a consultora.

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