Política

Angola pode ser admitida como membro observador

Angola pode ser admitida como Membro Observador da Organização Internacional da Francofonia (OIF), durante a 18ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, que decorre em Djerba, Tunísia, evento em que o ministro das Relações Exteriores representa o Presidente da República, João Lourenço.

20/11/2022  Última atualização 07H20
Ministro Téte António (à dir.) representou o Presidente da República na Cimeira da francofonia © Fotografia por: DR
Téte António, que está na cidade de Djerba desde as primeiras horas do dia de ontem, está a cumprir uma agenda específica no quadro do alargamento das relações multilaterais, integrado na Cimeira que assinala, igualmente, as comemorações dos 50 anos do lançamento da Francofonia.

A intenção de o país tornar-se membro da OIF, com o estatuto de Observador, foi apresentada em finais de Maio de 2019, num encontro que o Chefe de Estado, João Lourenço, teve como o homólogo francês, Emmanuel Macron, no âmbito da visita oficial a França, em que o Presidente francês manifestou o seu apoio.

Segundo uma nota do Ministério das Relações Exterior a que o Jornal de Angola teve acesso, chefe da diplomacia angolana refere que a intenção do Estado baseia-se no facto de Angola ter relações privilegiadas com países francófonos, além de permitir reforçar a integração com os vizinhos, em particular, e com a comunidade lusófona, em geral. 

Esta integração, disse, tem, também, um objectivo estratégico de inserção do país no concerto das nações.

Para o ministro Téte António, este relacionamento se consubstancia numa oportunidade ímpar para Angola obter ganhos que correspondem alguns dos anseios da sua política externa, porquanto, por via desta, poderá reforçar a integração com os países vizinhos com laços históricos, culturais e consanguíneos.

A Cimeira da Organização Internacional da Francofonia (OIF) reúne vários Chefes de Estado e de Governo, ou seus representantes, dos 88 países membros, com destaque para os Presidentes Kais Saied, da Tunísia, Emmanuel Macron, da França, Makc Sall, do Senegal, Ali Bongo, do Gabão, Paul Kagame, do Rwanda, e Évariste Ndayishimiye, do Burundi.

O evento decorre sob o lema "A conectividade na diversidade: O digital como vector de desenvolvimento e da solidariedade no espaço francófono”.

Os líderes debateram, durante os trabalhos, "A proliferação das crises de conflitos causados na extensão da ameaça terrorista mundial, na subida do fundamentalismo, na xenofobia e do populismo”. Também se debruçaram sobre o "Agravamento da crise económica mundial e do impacto da pandemia da Covid-19 sobre a totalidade das economias do mundo”.

A Organização Internacional da Francofonia, de que Angola pode ser admitida como membro observador, é um mecanismo institucional dedicado à aprovação da língua francesa e à implementação da cooperação política, educativa, económica e cultural dos Estados-membros, que partilham princípios e valores análogos, tais como a paz, a democracia, os direitos humanos e a protecção do ambiente, entre outros.         

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