Desporto

Angola perde com Egipto e joga pela sétima posição

Juscelino da Silva | Yaoundé

Nem mesmo com a grande exibição das postes Cristina Matiquite e Nadir Manuela, a Selecção Nacional sénior feminina de basquetebol, ontem, conseguiu evitar nova derrota, desta vez diante do Egipto, por 76-82, e falhou o objectivo de manter ou melhorar o quinto lugar nesta 27ª edição do Afrobasket, a decorrer até domingo no Palácio dos Desportos de Yaoundé, Camarões.

25/09/2021  Última atualização 07H45
Sucessivos erros defensivos ditaram derrota e fracasso do objectivo definido pela equipa © Fotografia por: FIBA.COM
Walter Costa e atletas tudo fizeram para vencer, mas encontraram uma equipa egípcia muito organizada e com jogadoras bem dotadas tecnicamente. A  partida até começou equilibrada, com as duas selecções a travarem uma luta salutar dentro da quadra, com alternância no marcador, mas foram as egípcias que levaram a melhor , vencendo o quarto, por 17-13.

No segundo período, Walter Costa alterou o "cinco” nacional, mandando para a quadra Clarice Mpaka, que motivou as colegas e a Selecção passou a circular melhor a bola, apesar de continuar a cometer erros defensivos que permitiram ao Egipto sair ao intervalo a vencer, por 31-39.

No terceiro quarto, as comandadas de Walter Costa voltaram dos balneários com o objectivo de travar o jogo ofensivo da Selecção do Egipto, numa altura em que poste Cristina Matiquite, bem apoiada pela capitã Nadir Manuel, criavam dores de cabeça às egípcias.

As coisas corriam bem para o "cinco” nacional. Apesar de o resultado estar sempre a favor do Egipto, as jogadoras angolanas lutavam até à exaustão para igualar o marcador  e passar à frente do resultado. Nem mesmo as constantes alterações feitas por Walter Costa conseguiram estancar o ímpeto ofensivo do Egipto, que saiu a vencer o terceiro período por escassos quatro pontos de diferença, 53-57.

No derradeiro quarto, nem mesmo as melhores unidades do "cinco” nacional tiveram capacidade e inteligência para travar as egípcias, que souberam tirar proveito dos inúmeros erros defensivos das angolanas, para fugirem no resultado ante a apatia e o desnorte das pupilas de Walter Costa. Cristina Matiquite e Nadir Manuel lutavam para defender o cesto, mas foram  incapazes de travar as "torres” egípcias. 

O Egipto fugiu no resultado e quando faltavam um minuto para terminar a partida já levava uma vantagem de oito pontos. O que Angola conseguiu fazer foi reduzir a desvantagem para seis pontos, uma vez que o Egipto fixou o resultado final em 76-82.

No "cinco” nacional destacar os 24 pontos das postes Cristina Matiquite e 14 da capitã Nadir Manuel, sendo as mais inconformadas. A extremo Clarice Mpaka contribuiu com 10. Angola falha a revalidação do quinto lugar e disputa, hoje, as classificativas do sétimo ao oitavo lugar com a Costa do Marfim. Moçambique e Egipto jogam para o quinto lugar.
  Nigéria defende título frente ao Senegal 
As selecções da Nigéria e do Mali disputam, amanhã, a final do Afrobasket, que decorre em Yaoundé, capital dos Camarões. Fruto do desempenho imaculado até aqui, as duas melhores selecções vão fazer a "prova dos noves”, na decisão do título continental. Para chegar à final, o Mali deixou pelo caminho, nas meias-finais,  a Selecção anfitriã, Camarões, com vitória apertada de 51-52, num jogo bastante renhido do princípio ao fim, com o resultado a ser decidido no último segundo, ao passo que a Nigéria, orientada pelo norte-americano Otis Hughley, foi mais forte suplantando o Senegal, por 73-63, na final antecipada da competição.

As senegalesas voltaram a falhar o lugar mais alto do pódio, depois de conquistarem o segundo lugar da edição passada,  disputada no seu reduto.

A partida de amanhã entre nigerianas e malianas é de elevado grau de dificuldade, para as duas selecções. Apesar de a Nigéria ter mais opções no banco, o treinador do Mali, o francês Sylvain Lautie, vai apostar nas melhores unidades para suplantar o adversário, moralizadas pelo percurso até aqui irrepreensível.

A Nigéria, campeã em título, sabe que o jogo é de capital importância. Em declarações ao Jornal de Angola, o timoneiro maliano  garantiu ter estudado os pontos fortes da  Nigéria, e aguarda por um bom jogo e resultado favorável.

Otis Hughley, técnico  da Nigéria, vai apostar, seguramente, nas melhores unidades, como são os casos da base Ezinn Kalu e a extremo Adaora Elonu, para suplantar as malianas  e erguer o troféu.O jogo não será fácil para ambos os contendores, pois está recheado de incógnita em relação ao desfecho.

 As atletas dos dois conjuntos sabem que manter a concentração e os níveis de concentração é imperioso, para confirmar a passagem para a final. Na fase regular, a Nigéria despachou Moçambique, por 67-50, na segunda jornada suplantou Angola (85-65), e garantiram o acesso directo aos quartos-de-final, onde deixou pelo caminho a Costa do Marfim, por 72-56. Já o Mali terminou,  igualmente, invicto a fase de grupos, e garantiu o acesso directo às meias-finais, vencendo Angola por 74-56.

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