Política

Angola mais próxima ao Médio Oriente

Gabriel Bunga

Jornalista

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, afirmou, este sábado , em Luanda, que a abertura de novas missões diplomáticas aproximou o país ao Médio Oriente e ao continente africano.

15/05/2022  Última atualização 08H30
Ministro das Relações Exteriores destacou os ganhos da diplomacia © Fotografia por: dombele bernardo | edições novemro

Falando na abertura da 9ª Reunião dos Embaixadores de Angola, referiu que as visitas que o Chefe de Estado, João Lourenço, realizou para Cabo Verde, Ghana, Espanha, Turquia e a outros destinos permitiram uma orientação clara ao mais alto nível quanto à via a seguir para a dinamização das Comissões Bilaterais e da instauração de um ambiente favorável para a interacção profícua entre os homens de negócios de vários países.

A nível ministerial, disse, procurou-se intensificar os contactos com os mais variados parceiros regionais e continentais  para o fortalecimento das relações bilaterais com forte pendor histórico. "A abertura de novas missões diplomáticas e consulares materializa também a vontade, quer de reposicionamento do nosso país no continente, quer de aproximação com o Médio Oriente, sendo uma importante região internacionalmente reconhecida pelo forte potencial económico", explicou.

Téte António sublinhou que Angola atribui maior importância ao compromisso com o multilateralismo, ressaltando, a título de exemplo, a recente visita do presidente da Assembleia-Geral das Nações Unidas, Abdullah Shahid, pela primeira vez ao país.

Angola, lembrou, preside actualmente a Conferência Internacional sobre os Grandes Lagos (CIRGL) e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), ocupa a posição de terceiro vice-presidente da Mesa da Assembleia da União Africana e que, neste momento, está a preparar-se para assumir a Organização dos Estados da África, Caraíbas e Pacífico (OEACP), a partir de Dezembro deste ano.

 

Diplomacia económica

O ministro das Relações Exteriores destacou que a diplomacia angolana nos últimos anos esteve empenhada em questões económicas, tendo como base o discurso orientador do Presidente da República, na tomada de posse em 2017, quando sublinhou o reforço das relações económicas e comerciais nas cooperações bilaterais, regionais e multilaterais.

Apelou aos embaixadores para desempenharem as funções relevantes nas organizações internacionais, nomeadamente, Georges  Rebelo Pinto Chikoti, na qualidade de secretário-geral da OEACP, Gilberto da Piedade Veríssimo, como presidente da Comissão da CEEAC, João Samuel Caholo, na condição de secretário-executivo da CIRGL, e Josefa Leonel Correia Sacko, comissária da União Africana para a Agricultura, Desenvolvimento Rural e Economia Azul.

Téte António informou que na CIRGL, devido à persistência do activismo de grupos armados e forças desestabilizadoras na República Centro-Africana antes e depois das eleições presidenciais naquele país, o Chefe de Estado, João Lourenço, promoveu a realização, em Luanda, de três mini-cimeiras, dedicadas à situação de paz e segurança.

A terceira mini-cimeira, referiu, adoptou o roteiro para a paz na República Centro-Africana, em curso, como suporte do acordo de paz assinado em Bangui entre as autoridades centro africanas e 14 grupos armados, em Fevereiro de 2019.

"De igual modo, a presidência angolana está empenhada na aplicação de uma nova dinâmica organizacional e operativa da CIRGL", frisou, salientando que a dimensão estratégica e vital deste mecanismo para a busca de solução aos conflitos e garantia da estabilidade e desenvolvimento na sub-região está-se a trabalhar na reforma do Secretariado, para que a actuação se adeque aos desafios actuais, exercendo a autoridade nos demais órgãos.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, ao nível da CPLP, Angola defende uma agenda político-diplomática assente na cooperação económica e desenvolvimento. Com a realização da 10ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da OEACP, de 6 a 9 de Dezembro, em Luanda, o país assumirá a presidência da organização.

Téte António apelou aos embaixadores a mobilizarem os Chefes de Estado e de Governo a participarem da cimeira, reiterando a posição de reciprocidade do país baseada na resolução pacífica dos diferendos, com o recurso ao diálogo entre as partes, respeitando sempre as normas e regras do Direito Internacional, conforme consagrado na Carta das Nações Unidas e o Acto Constitutivo da União Africana.

A Cimeira Extraordinária da União Africana, proposta por Angola e dedicada ao Terrorismo e às Mudanças Inconstitucionais de Regimes em África, a realizar-se em Malabo, Guiné Equatorial, a 28 de Maio, deverá servir de plataforma para a tomada de decisões pragmáticas e operacionais por parte dos Chefes de Estado e de Governo.

 

Melhoria na Comunicação Institucional

O governante disse que se registam melhorias na Comunicação Institucional do Estado nas missões diplomáticas. "Já se nota uma comunicação mais fluída em torno da actividade diplomática do país, fruto da inclusão de novos conteúdos como as plataformas digitais, o diplonews, além do portal do Ministério das Relações Exteriores e a comunicação no geral", admitiu.

Téte António apelou aos adidos de imprensa a engrenar nesta linha de pensamento para a promoção, com brio, da imagem do país no exterior.

 

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