Opinião

Angola livre e soberana

Editorial

“Honra e glória eterna aos heróis da pátria! Viva Angola!", foi com estas palavras que o Presidente da República, João Lourenço, encerrou, com chave de ouro, o seu discurso por ocasião do 46.º Aniversário da Independência Nacional, prestando um merecido tributo a todos, entre conhecidos e anónimos, que se bateram pela pátria.

12/11/2021  Última atualização 06H40
O Chefe de Estado, igualmente na parte derradeira da sua intervenção, aproveitou para lembrar e encorajar a todos os angolanos que "tal como no passado, este é um momento de acreditar, lutar e trabalhar arduamente, para  vencer a batalha do desenvolvimento".

Trata-se de um repto que o Mais Alto Magistrado da Nação dirige a todos os angolanos para vencer os desafios mais imediatos que envolvem a construção de uma sociedade livre, justa, democrática, solidária, de paz, igualdade e progresso social.

O momento em que celebramos os 46 anos de independência envolve um balanço de realizações e conquistas em várias áreas que orgulham os angolanos, independentemente do muito que existe ainda para ser feito. De resto, vale lembrar que a trajectória para a construção de um país bom para todos transforma-se sempre e em todas as circunstâncias num processo contínuo e permanente.

É verdade que temos muitos problemas para resolver, mas convenhamos que as soluções que têm sido aplicadas para os mais variados desafios têm servido para resolver numerosas situações pelas quais temos passado.

E não há dúvidas de que entre as apostas imediatas e ingentes constam, evidentemente, a moralização da sociedade para o que provavelmente se afigura como a maior chaga social enfrentada actualmente pelos angolanos depois da guerra, a corrupção e males conexos.

Como fez constar o Chefe de Estado, em inúmeras intervenções feitas, o combate contra a corrupção não tem cor partidária, não é parte de uma agenda pessoal, não visa pessoas ou grupos, sendo o mais importante a determinação e coragem para livrar Angola de um mal que prejudica a todos.

E nada melhor do que proceder a estas reflexões numa data como hoje, em que o Chefe de Estado pretende, conforme frisou, "como um dia de reflexão sobre o nosso percurso glorioso, e sobre o muito que temos pela frente para vencer os desafios do nosso tempo".
De facto, o dia 11 de Novembro de 1975 representa o fim de uma fase anterior à emancipação e o início de todo um processo que está a levar à construção de uma pátria em que os angolanos se possam rever.

Historicamente, vale lembrar que à semelhança da comemoração dos 46 anos de Independência Nacional, por um lado, o mundo celebrou os 103 anos da assinatura do Armistício que, no mesmo dia de 1918, deu lugar ao fim da I Guerra Mundial.

E para prestar homenagem à referida data, 11 de Novembro de 1918, o dia e mês foram escolhidos, diga-se de passagem, pela FNLA, no contexto das conversações para o Acordo de Alvor, para a data da Independência Nacional de Angola. Viva o 11 de Novembro de 1975, com o merecido tributo aos angolanos que se engajaram antes e depois para a construção da Angola independente, livre e soberana

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