Política

Angola está empenhada na protecção do ambiente e da biodiversidade

A ministra de Estado para Área Social, Carolina Cerqueira, destacou, esta terça-feira, em Luanda, a determinação do Executivo angolano no desenvolvimento sustentável das comunidades, com a implementação de programas com o foco na protecção do meio ambiente e da biodiversidade.

11/05/2022  Última atualização 07H25
Carolina Cerqueira disse que o Governo tem envidado esforços no combate à poluição marinha e a conservaçãoda biodiversidade © Fotografia por: rafael tati | edições novembro

Carolina Cerqueira, que falava na sessão de encerramento do encontro consultivo de alto nível para a preparação da Conferência  da ONU para o Ambiente Estocolmo +50, a ter lugar entre 2 a 3 de Junho, disse Angola tem envidado esforços no combate à poluição marinha, conservação e gestão sustentável da biodiversidade, evitando com que os oceanos se tornem o destino de toneladas de resíduos.

"As autoridades angolanas estão empenhadas na redução do impacto das alterações climáticas na vida humana, nos ecossistemas e na preservação e conservação da biodiversidade", disse a ministra de Estado, sublinhado que Angola reconhece o longo caminho percorrido no que diz respeito às soluções inovadoras para os desafios ambientais, indica a Angop.

Carolina Cerqueira aponta para a necessidade do comprometimento de todos os angolanos, para se promover a economia circular, a elaboração de novos instrumentos jurídicos para uma recuperação sustentável e inclusiva. De acordo com a ministra, pretende-se promover uma convergência na abordagem e pontos de vista sobre a concretização da Agenda 20/63, Agenda Africana, alinhada à Estratégia Nacional das alterações climáticas e o plano nacional da biodiversidade, no quadro do Plano Nacional de Desenvolvimento 2018/2022.

Num outro domínio, a ministra fez menção à preocupação do Executivo para com o bem-estar das populações, particularmente as residentes no Sul do país, assoladas pela seca severa que atinge a região. Neste particular, apontou a construção do Canal de Cafu, um sistema de captação e transferência de água do rio Cunene para várias povoações, através de um canal adutor com 160 km de extensão, ao longo dos quais foram construídas 30 chimpacas (locais para abeberamento do gado), com capacidade para 30 milhões de litros cada.

O canal vai beneficiar uma população calculada em perto de 3 milhões e meio de habitantes e mais de 250 mil cabeças de gado. A este projecto, disse, associa-se a construção de barragens e mini-hidricas, o assentamento de populações em zonas mais favoráveis à pastorícia e o apoio em alimentos e medicamentos às populações afectadas, um hospital de campanha e escolas ambulantes.

Nas últimas semanas, segundo a nota a que o Jornal de Angola teve acesso, o PNUD tem realizado consultas pública em diferentes províncias do país, e continuará a fazê-lo, até ao final deste mês, com objectivo de estimular um diálogo inclusivo entre toda a sociedade e o Governo sobre a agenda ambiental, analisar o estado do país, que medidas foram tomadas e o que mais poderá se feito.

As consultas públicas são uma oportunidade, reza a nota, para colher recomendações claras para o Governo, a sociedade civil e o sector privado sobre acções prioritárias para avançar as políticas e medidas nacionais e sectoriais em relação as alterações climáticas. É também um fórum que permite amplificar as vozes dos mais vulneráveis, jovens, mulheres, grupos indígenas, comunidades locais e demais grupos marginalizados, que têm sido tão afectados pelas alterações climáticas.

Os temas mais debatidos até à data, segundo a nota, foram relacionados à gestão de resíduos nos meios urbanos e suburbanos, a agricultura sustentável e a protecção das florestas, ecossistemas e biodiversidade. Os participantes partilharam experiências e iniciativas para proteger o planeta e contribuir para o desenvolvimento sustentável.

O evento, encerrado pela ministra de Estado para Área Social, Carolina Cerqueira, e promovido pelo Governo e o Programa das Nações Unidas o Desenvolvimento em Angola, contou com a participação do ministro angolano da Cultura, Turismo e Ambiente, Filipe Zau, o embaixador do Quénia, Josphat Maikara, o representante residente do PNUD, Edo Stork, entre outros convidados e parte interessante na construção de um ambiente sustentável.

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